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A tomada de posse dos novos corpos sociais da Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) realizar-se-á a 9 de fevereiro de 2026, sem cerimónia formal. Sob a presidência de Nuno Bonito, do IPO de Coimbra, a direção traçou um rumo assente em sete eixos fundamentais, divulgados por ocasião do Dia Mundial de Luta contra o cancro, assinalado hoje, que pretendem responder às necessidades atuais e futuras da comunidade oncológica nacional. A formação contínua dos profissionais de saúde surge como uma prioridade, ajustada às reais carências sentidas no terreno. Paralelamente, a SPO compromete-se a fomentar a investigação colaborativa, materializada na criação de um portal dedicado, e a promover redes multidisciplinares que garantam uma gestão integrada do doente.
A produção de diretrizes clínicas baseadas na evidência científica é outro pilar basilar, visando assegurar o rigor e a qualidade das práticas. No campo da comunicação, a estratégia desdobra-se em duas frentes: uma ativa, dirigida aos cidadãos através do portal SPO Doente para elevar a literacia em saúde, e outra de informação acessível, destinada tanto a profissionais como a pessoas com doença oncológica. Não foi esquecida a representação institucional, com o intuito de reforçar o peso da oncologia junto dos decisores políticos e da sociedade civil. Nuno Bonito sublinhou que a transformação desta área em Portugal dependerá do envolvimento ativo de todos – profissionais, instituições, associações de doentes e sociedade.
A composição da direção reflete uma preocupação com a representatividade geográfica e institucional. Nuno Bonito assume a presidência, responsável pela direção estratégica, representação institucional e supervisão do Observatório da SPO e do Congresso Nacional. Cláudia Vieira, do IPO Porto, é a presidente eleita, co-liderando a área científica. Mário Fontes e Sousa (ULS Lisboa Ocidental / CUF Tejo) ocupa o cargo de secretário, gerindo a governação e a articulação com os Grupos SPO, enquanto André Mansinho (ULS Santa Maria) assume as funções de tesoureiro, lidando com a orçamentação e patrocínios.
A estrutura inclui ainda vogais regionais para o Norte, Centro e Sul – Sara Meireles, Leonor Pinto e Diogo Alpuim Costa, respetivamente – cuja missão passa pela dinamização local e captação de sócios. As regiões autónomas contam com delegadas: Ana Carolina Sales, na Madeira, e Natacha Amaral, nos Açores. O Conselho Científico fica a cargo de José Luís Passos Coelho, coordenador das diretrizes clínicas. A supervisão financeira compete ao Conselho Fiscal, presidido por Pedro Madeira, e a Assembleia Geral, órgão deliberativo fundamental, é liderada por Nuno Couto. Esta configuração orgânica ambiciona consolidar a SPO como a líder de um projeto coletivo ao serviço de uma oncologia que se deseja transformadora.
PR/HN/MM



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