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“Estamos a fazer o levantamento mais exaustivo que a CCDRC pediu. E sim, falamos de cerca de 600 infraestruturas e habitações atingidas, desde estradas a edifícios municipais, o património natural como a ribeira de Pera e a Praia das Rocas”, declarou o autarca à Lusa. Os números, garante, são ainda provisórios e a somar aos estragos por todo o país. No concelho, os serviços essenciais ressentiram-se de forma pontual, com a energia elétrica já restabelecida em 95% do território e as telecomunicações a funcionarem, ainda que com falhas intermitentes.
Henriques não esquece o trabalho dos operacionais no terreno, uma mistura de Proteção Civil, bombeiros, sapadores e funcionários municipais que tentaram conter o inevitável. Para responder à emergência mais visível – os telhados desfeitos –, a autarquia criou um banco de telhas gratuito. O ponto de recolha, no estaleiro municipal, abre esta quarta-feira. O processo, no entanto, será fiscalizado. “Técnicos da Câmarairão depois às habitações verificar se a quantidade de materiais usada corresponde ao solicitado”, explicou, numa clara tentativa de travar abusos. O apoio ao transporte está previsto, mas esgota-se no stock disponível.
Neste cenário de contas por fazer, Castanheira de Pera, o concelho com menos população do distrito (2.645 habitantes), vê-se agora a enfrentar uma factura desproporcional. A depressão Kristin, que já levou a dez vítimas mortais a nível nacional e obrigou o Governo a decretar situação de calamidade em 68 municípios, parece ter-se encanado com particular vigor nas terras do norte de Leiria, de Coimbra e de Santarém. E enquanto as telhas são distribuídas, a verdadeira dimensão dos estragos ainda está por cair.
NR/HN/Lusa



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