Tempestade Kristin: DGS emite recomendações de segurança devido a risco de amianto

4 de Fevereiro 2026

A Direção-Geral da Saúde (DGS) emitiu hoje recomendações de segurança após os danos causados pela tempestade Kristin, alertando para o risco de exposição ao amianto durante trabalhos de limpeza, remoção de destroços e reparação de edifícios.

A autoridade de saúde alerta, numa publicação nas suas redes sociais, que edifícios mais antigos, construídos antes de 2005 podem conter materiais com amianto, como telhas, placas de revestimento ou tubos de ventilação.

Segundo a DGS, “o perigo surge quando estes materiais são danificados, libertando fibras invisíveis que podem ser inaladas” com consequências para a saúde.

Por isso, apela à população para, no caso de encontrar materiais suspeitos de conter amianto, não mexer, não cortar nem partir esses materiais.

As pessoas devem ser afastadas do local e evitar varrer ou aspirar, ações que podem dispersar fibras no ar.

A Direção-Geral da Saúde alerta ainda que a remoção e gestão de resíduos com amianto só pode ser realizada por operadores licenciados.

Nos casos em que os materiais suspeitos de conter amianto já se encontrem no solo ou sejam considerados resíduos, deve ser contactada a Agência Portuguesa do Ambiente (APA) ou a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) territorialmente competente.

A DGG salienta que a remoção de telhas ou materiais ainda instalados deve ser realizada por uma empresa certificada, garantindo a reparação de espaços em segurança.

“Há riscos que não são visíveis, mas também podem causar dano depois de uma tempestade”, afirma, apelando à população para se proteger, informar e garantir que “qualquer intervenção em materiais com suspeita de amianto é feita em total segurança”.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo, quatro das quais, após queda durante trabalhos na reparação de telhados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

lusa/HN

0 Comments

Submit a Comment

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

ÚLTIMAS

ULS de Coimbra desativa planos de emergência após redução do caudal do Mondego

A Unidade Local de Saúde de Coimbra anunciou hoje a desativação do Plano de Emergência Externo e do Plano de Emergência Interno, que estiveram no nível 2 durante o período de calamidade pública para garantir resposta à cheia do Mondego, num agradecimento aos profissionais que, mesmo com as suas vidas afetadas, mantiveram os serviços operacionais

Raimundo desafia Governo a optar entre “guerras” e reconstrução

O secretário-geral do PCP desafiou hoje o Governo a escolher entre financiar conflitos externos ou canalizar verbas para a “guerra da reconstrução” do país, após a passagem das tempestades que devastaram várias regiões. A declaração foi feita durante uma visita ao centro de recolha de bens instalado no Estaleiro Municipal de Ourém, um dos concelhos mais fustigados pelo mau tempo

Tempestades: Campanha nacional recolhe donativos para vítimas de cheias e inundações

A Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares e a associação Entreajuda ativaram uma rede solidária para recolher fundos e bens essenciais destinados às populações flageladas pelas recentes tempestades. A distribuição da ajuda arranca na próxima semana, priorizando os concelhos que estiveram em situação de calamidade, numa operação articulada com autarquias e instituições locais

Pais de crianças com Asperger sem respostas: “Subsídios não chegam para nada”

A Associação Portuguesa de Síndrome de Asperger (APSA) alertou hoje para a necessidade de um acompanhamento frequente e integrado na saúde e educação, sob pena de as pessoas com esta perturbação do espectro do autismo ficarem dependentes para toda a vida, sem conseguir gerir dinheiro, emprego ou a própria saúde

Hospital da Horta admite dificuldade em pagar diárias a doentes deslocados

A presidente indigitada do Hospital da Horta, Maria Cândido, alertou hoje para o agravamento dos custos com consumíveis e tratamentos, que poderá não ser totalmente colmatado pelo reforço orçamental, reconhecendo “dificuldades para pagar as diárias” dos doentes deslocados

MAIS LIDAS

Share This
Verified by MonsterInsights