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O consumo de água da rede de abastecimento está interdito na Escola Básica 2,3 e Secundária de Carrazeda de Ansiães. A ordem partiu da câmara municipal depois de, numa das análises de rotina, ter sido identificada a presença de enterococos, um tipo de bactéria, num ponto específico da rede interna do estabelecimento de ensino.
Em declarações prestadas à agência Lusa, o presidente da Câmara de Carrazeda de Ansiães, João Gonçalves, confirmou o sucedido. A deteção ocorreu numa torneira do edifício que acolhe todos os ciclos de ensino, do quinto ao décimo segundo ano, concentrando assim uma população escolar numerosa. O autarca fez questão de sublinhar que se tratou de um resultado pontual, localizado, mas que a decisão de interditar o consumo seguiu o princípio da precaução.
“A Direção-Geral de Saúde já se pronunciou, esclarecendo que a estirpe detetada não apresenta riscos diretos para a saúde humana”, referiu João Gonçalves, quase a desvalorizar o alarme. Contudo, o protocolo mandava agir, e a autarquia optou por uma resposta cautelar. No comunicado que emitiu através da sua página oficial no Facebook, a câmara detalhou as medidas imediatas: a água para a confeção das refeições na cantina será sistematicamente fervida, e para beber foi disponibilizada água engarrafada a toda a comunidade escolar.
O problema, note-se, parece confinar-se às infraestruturas da escola. O abastecimento público na vila de Carrazeda de Ansiães, distrito de Bragança, não está sob suspeita. Tudo se resume a uma questão interna àquele edifício escolar, na Avenida Engenheiro Camilo de Mendonça, que agora carece de uma investigação mais aprofundada.
Para apurar a origem da contaminação e perceber se a situação persiste, está já marcada uma contra-análise. A ação ficará a cargo dos serviços da Autoridade de Saúde da região, que deverão passar pela escola no dia seguinte à divulgação do alerta. “Vamos aguardar por esse novo resultado laboratorial”, acrescentou o presidente da câmara, mostrando-se confiante numa rápida normalização. Até lá, o estranho ritual de ferver água e abrir garrafas mantém-se, um incómodo logístico numa rotina já tão preenchida.
NR/HN/Lusa



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