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O prazo para participar no concurso de pintura “Ver alEM” foi prolongado até 1 de março de 2026. A iniciativa, promovida pelas associações de doentes SPEM, ANEM e TEM, com o apoio da Merck, dirige-se a pessoas com Esclerose Múltipla, familiares e amigos, convidando-os a traduzir em tela as dimensões emocionais e humanas da vida com a doença. O melhor trabalho receberá 1500 euros, havendo ainda dois prémios de 500 euros para as classificações seguintes.
As histórias que raramente alcançam a esfera pública são o foco desta ação, que pretende evidenciar como, mesmo perante as limitações físicas e cognitivas, se mantêm intactas a imaginação e a liberdade de criar. O regulamento, disponível no portal www.veralem.pt, especifica que as obras devem ser originais e reflectir o mundo interior do autor — medos, sonhos, motivações ou o percurso marcado pela condição de saúde.
A avaliação ficará a cargo de um júri composto por representantes das três associações organizadoras, um delegado da Merck e o artista plástico convidado Nuno Miles. As pinturas selecionadas integrarão uma exposição itinerante a partir de maio, passando por centros comerciais e hospitais de norte a sul do país. Posteriormente, essas obras serão vendidas e as receitas reverterão a favor das associações de doentes.
Para além do incentivo à expressão artística, as entidades promotoras ambicionam sensibilizar a sociedade para as múltiplas facetas da Esclerose Múltipla e pressionar por políticas públicas que assegurem diagnósticos mais céleres, acesso equitativo a tratamentos, melhor literacia em saúde e apoio reforçado aos cuidadores. Em Portugal, estima-se que existam mais de oito mil pessoas com EM, número considerado subestimado pelos especialistas, que apontam para a falta de diagnósticos e tratamentos confirmados.
A SPEM, fundada em 1984, a ANEM, constituída em 1999, e a TEM unem esforços nesta campanha, destacando a importância de uma abordagem integrada e multidisciplinar no apoio aos doentes. O concurso “Ver alEM” surge, no fundo, como um lembrete de que por detrás da patologia há indivíduos com narrativas ricas e complexas, capazes de continuar a ver, imaginar e viver com intensidade.
PR/HN/MM



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