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Um homem de 88 anos desencadeou uma situação de extremo perigo na Autoestrada 28, na noite de quinta-feira, ao conduzir em contramão durante um percurso que se estendeu por vários quilómetros. A ocorrência, que deixou quatro pessoas feridas, três delas com gravidade, trouxe o caos a um troço da via rápida no sentido sul/norte, junto a Vila do Conde.
De acordo com a Guarda Nacional Republicana, o alerta para a circulação anómala terá surgido de várias chamadas para a central de emergências. No entanto, antes que uma viatura da GNR conseguisse interceptar o veículo, a colisão era já inevitável. Por volta das 22h30, ao quilómetro 25, o automóvel do idoso chocou frontalmente com outro que seguia no sentido legal.
No interior do primeiro veículo seguia também uma passageira, mulher de 85 anos. Ambos, o condutor e a acompanhante, sofreram ferimentos de carácter grave com o embate. Foram sinalizados no local pelos Bombeiros Voluntários de Vila do Conde e depois encaminhados para unidades hospitalares da região.
O outro automóvel, um modelo de matrícula francesa, era conduzido por um homem de 35 anos, que seguia na companhia de uma mulher da mesma idade. O condutor ficou igualmente com ferimentos graves. A sua companheira escapou com lesões consideradas ligeiras, segundo a mesma fonte oficial da GNR contactada pela agência Lusa. Os quatro sinistrados necessitaram de transporte urgente para cuidados médicos.
Os socorros mobilizaram meios significativos para o local, causando constrangimentos severos ao tráfego na principal via de acesso ao litoral norte durante mais de duas horas. A confusão instalada no rescaldo do acidente obrigou ao corte parcial da autoestrada, com os veículos a serem desviados para a Nacional 13.
A autoridade policial já assumiu a investigação do caso para apurar as causas exatas que levaram o idoso a entrar e a circular em contramão na autoestrada. Questões relacionadas com a aptidão para a condução na terceira idade, ou um eventual erro de orientação, estarão no centro dos apuramentos. Não há, para já, indicação de que tenha havido consumo de álcool ou cansaço extremo, mas tudo está a ser considerado.
O estado de saúde dos três feridos graves era, na manhã desta sexta-feira, uma das principais preocupações. Familiares foram contactados e acompanham a situação nos hospitais. A ocorrência reacendeu o debate, sempre presente nas corporações de bombeiros da zona, sobre os perigos da circulação em vias rápidas, onde a velocidade e a inversão de sentido podem ter consequências trágicas num ápice.
A GNR não avança com mais pormenores enquanto a investigação decorre, limitando-se a confirmar os factos essenciais. O relatório técnico da autoridade de segurança rodoviária será decisivo para compreender a sequência completa de eventos. Enquanto isso, na A28, o trânsito já flui normalmente, mas a memória do susto permanece entre quem assistiu às operações de socorro.
NR/HN/Lusa



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