Médico patologista clínico João Pego ascende ao Conselho Nacional da Ordem dos Médicos

7 de Fevereiro 2026

O médico patologista clínico João Mariano Pego vai ocupar um lugar no Conselho Nacional da Ordem dos Médicos, substituindo Inês Rosendo, que transitou para um cargo clínico-administrativo na ULS Coimbra. A mudança provoca ajustes na composição do Conselho Regional do Centro

A composição do Conselho Nacional da Ordem dos Médicos regista uma alteração. O médico patologista clínico João Mariano Pego, atualmente tesoureiro do Conselho Regional do Centro (CRC) e presidente do Colégio da Especialidade de Patologia Clínica, foi designado para integrar o órgão executivo nacional. A nomeação surge na sequência da saída da médica especialista em Medicina Geral e Familiar e docente da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra, Inês Rosendo, que aceitou funções no Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde de Coimbra. Nessa estrutura, Rosendo assumirá o cargo de diretora clínica para a área dos Cuidados de Saúde Primários, um movimento que a afasta da representação profissional na ordem.

Pego, que possui a Competência em Gestão dos Serviços de Saúde atribuída pela Ordem, mantém as suas responsabilidades financeiras no CRC, órgão liderado pelo professor de Medicina Interna Manuel Teixeira Veríssimo. Apesar do novo cargo a nível nacional, a sua função como tesoureiro regional permanece inalterada. Este rodopio de lugares trouxe outros rearranjos internos no Conselho Regional do Centro. A médica fisiatra Anabela Pereira passou a exercer as funções de secretária do conselho. Por outro lado, Miguel Pereira, especialista em Medicina Geral e Familiar, viu a sua posição consolidada, transitando de membro suplente para efetivo.

No panorama nacional, João Mariano Pego representará a região Centro na qualidade de vogal suplente. Sobre esta nova etapa, o patologista clínico afirmou que “participar na coordenação e representação da Ordem dos Médicos a nível nacional é uma honra, mas, acima de tudo, é uma responsabilidade”. O médico, cujo percurso é marcado pela ligação à gestão, acrescentou que o objetivo passa por “assegurar, entre outras competências, a qualidade, unidade e a ética do exercício médico”. No seu entendimento, o caminho faz-se “empenhados na busca de um melhor estado de saúde para os nossos concidadãos”.

Manuel Teixeira Veríssimo, que também integra a Comissão Permanente do Conselho Nacional, comentou as movimentações, enfatizando a continuidade. “A atual composição do Conselho Regional do Centro da Ordem dos Médicos assegura a continuidade do trabalho desenvolvido no mandato em curso”, referiu. Para o presidente, o foco mantém-se no papel de “provedoria da saúde e do doente” e na defesa “de forma intransigente, da qualidade na prestação dos cuidados de saúde”. Quanto à influência no órgão nacional, Teixeira Veríssimo sublinhou que o contributo visa “pugnar pela melhoria da Saúde e melhorar a vida dos doentes, construindo um futuro melhor”.

O Conselho Nacional, enquanto órgão executivo máximo da Ordem, tem uma constituição específica que inclui o Bastonário, os presidentes de todos os conselhos regionais, um elemento eleito por cada um desses conselhos e ainda dois membros propostos pelo Bastonário para nomeação pela Assembleia de Representantes. A integração de João Mariano Pego ocorre no âmbito da representação designada pelo Conselho Regional do Centro, preenchendo a vaga deixada por Inês Rosendo. Esta transição ilustra a dinâmica habitual entre cargos de representação profissional e funções de gestão ativa no sistema de saúde, um equilíbrio que muitas vezes define carreiras médicas.

PR/HN/MMM

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