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A Unidade Local de Saúde do Arco Ribeirinho (ULSAR) informou esta sexta-feira, dia 6 de fevereiro, que todas as suas Unidades de Cuidados de Saúde Primários no concelho da Moita se encontram já a funcionar em pleno. A atividade tinha sido suspensa na tarde do dia anterior, uma quinta-feira de temporal, devido às severas condições meteorológicas que se fizeram sentir.
De acordo com a entidade, estão operacionais a USF Querer Mais, a USF Boa Viagem, a UCSP Moita, a UCSP Alhos Vedros e a UCSP Baixa da Banheira. A boa notícia estende-se também à Extensão de Saúde de Canha, situada no vizinho concelho do Montijo, que igualmente retomou o seu funcionamento normal após uma paragem técnica.
Contudo, nem todos os serviços sob a alçada da ULSAR conseguiram ainda superar as consequências da intempérie. No concelho do Barreiro, a atividade na USF Ribeirinha continua suspensa, uma situação que se arrasta desde ontem. A decisão foi tomada, segundo explicou a unidade de saúde, devido à conjugação da situação meteorológica adversa com preocupações de segurança estrutural no edifício que aquele serviço ocupa. Ainda não há uma data concreta para a sua reabertura, aguardando-se certamente vistoria técnica.
Já na quinta-feira, através da sua página oficial na rede social Facebook, a ULSAR havia justificado as paralisações. No caso da USF Querer Mais, no Vale da Amoreira, a suspensão ocorreu porque o abastecimento de água ficou comprometido e porque se antevia um agravamento do tempo a partir do meio da tarde. Para a Extensão de Canha, então também encerrada, os motivos apontados foram o previsível agravamento meteorológico e uma falha no fornecimento de energia elétrica.
Estas interrupções pontuais nos serviços de saúde inserem-se num contexto de maior perturbação provocada pela sucessão de depressões Kristin e Leonardo. O mau tempo obrigou a Câmara Municipal da Moita a ativar o seu Plano Municipal de Emergência, depois de a Proteção Civil ter emitido alerta vermelho para a bacia do Tejo. A subida abrupta do caudal do rio ditou medidas de precaução, como o encerramento das escolas e de equipamentos municipais durante esta sexta-feira. Serviços públicos não essenciais seguiram o mesmo caminho, mantendo-se fechados.
O panorama a nível nacional mantém-se grave. O balanço mais recente aponta para treze vítimas mortais em Portugal desde a semana passada, consequência direta da passagem destas depressões. Centenas de feridos e desalojados somam-se aos estragos materiais, com cortes generalizados de energia, água e comunicações a afetar diversas regiões.
Face à dimensão da crise, o Governo decidiu prolongar a situação de calamidade até ao próximo dia 15 de fevereiro. A medida abrange agora 68 concelhos e foi acompanhada do anúncio de novas iniciativas, entre as quais se destaca um regime excecional e experimental criado para acelerar os processos de reparação urgente e reconstrução de habitações, dispensando o habitual controlo administrativo prévio.
NR/HN/Lusa



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