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O presidente da fundação GX, Leung Chun-ying, anunciou que a organização não governamental tem custeado a deslocação de estudantes de medicina da Universidade Nacional Timor Lorosa’e para a realização de internatos clínicos em Hong Kong e na Região Administrativa Especial de Macau. A declaração foi proferida numa entrevista à emissora pública RTHK. Leung Chun-ying, que foi anteriormente chefe do Governo de Hong Kong, detalhou que a GX estabeleceu protocolos com três instituições universitárias locais: a Universidade de Hong Kong, a Universidade Chinesa de Hong Kong e a Universidade Politécnica de Hong Kong. O objetivo traçado, nas suas palavras, passa por possibilitar que os estudantes timorenses se envolvam em trabalhos de cariz humanitário, aprendendo assim conceitos como a “benevolência” no contexto de Hong Kong. A par desta vertente formativa, a fundação mantém um projeto de saúde pública em Timor-Leste focado no combate à dengue. Em outubro de 2024, a diretora executiva da GX, Emily Chan Ying-yang, já havia revelado à agência Lusa a ambição de replicar noutros países, começando pelas Honduras, a estratégia aplicada no país asiático. Essa intervenção, que a dirigente descreveu como bem-sucedida, incluiu a instalação de mais de 1.670 lâmpadas antimosquitos e a distribuição de cerca de 30 mil fitas adesivas para captura de insetos, entre outros materiais, em todos os municípios timorenses. De acordo com Emily Chan, que se mostrou francamente satisfeita com os resultados, dados do Ministério da Saúde de Timor-Leste indicaram uma redução de 10% nos casos de dengue no primeiro semestre de 2024, em relação ao período homólogo de 2023. A queda na capital Díli terá sido mais acentuada, fixando-se nos 46%. Tais números contrastam, notou ela, com a tendência de crescimento que se registou noutras partes do Sudeste Asiático. O desempenho do projeto levou o Governo timorense a estendê-lo até 2026, com a GX a planear a instalação de mais 2.600 lâmpadas e a distribuição de dezenas de milhares de testes rápidos e redes mosquiteiras. Numa perspetiva mais ampla, Leung Chun-ying defendeu que, num cenário internacional em profunda mutação, a China necessita não apenas de aprofundar as amizades existentes, mas também de construir novas relações. Hong Kong, acrescentou o também vice-presidente do Comité Nacional da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, dispõe de numerosas oportunidades diplomáticas por explorar, sobretudo nos domínios da cultura, das artes, do desporto e, como se vê, da educação e da saúde. A fundação GX, criada em 2018 e inicialmente voltada para cirurgias de cataratas, expandiu agora a sua atuação para um total de dez países distribuídos por quatro continentes.
NR/HN/Lusa



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