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A iniciativa concretiza-se através da divulgação de um guia prático com sete conselhos destinados a promover uma utilização mais segura, crítica e responsável da internet.
Através da licenciatura em Gestão de Sistemas e Computação, a Atlântica tem procurado articular o rigor académico com uma resposta prática aos riscos emergentes associados à transformação digital, sublinhando que a democratização das tecnologias de IA trouxe benefícios significativos, mas também vulnerabilidades acrescidas para cidadãos, organizações e instituições.
Segundo Mauro Gil, coordenador da licenciatura, a evolução tecnológica obriga a repensar o próprio conceito de literacia digital. “Numa era em que a fronteira entre o real e o digital é cada vez mais ténue, a proteção de dados e a integridade dos sistemas tornaram-se pilares fundamentais da gestão moderna”, afirma, defendendo que a literacia digital já não se limita à capacidade de utilizar ferramentas de pesquisa ou de criação de conteúdos, devendo abranger normas, comportamentos e responsabilidades no ambiente digital.
Entre os sete conselhos divulgados, o instituto universitário começa por alertar para a necessidade de desconfiar de conteúdos excessivamente realistas, num contexto em que as deepfakes de áudio e vídeo geradas por IA se tornaram cada vez mais sofisticadas. A verificação da origem da informação antes da sua partilha ou utilização é apontada como uma regra essencial para mitigar riscos de fraude e desinformação.
A segunda recomendação incide sobre a higiene das palavras-passe e a adoção preferencial de mecanismos de autenticação de dois fatores, tendo em conta que passwords simples são hoje facilmente quebradas por algoritmos baseados em IA. O fact-checking e a verificação de fontes surgem como a terceira regra, com a Atlântica a incentivar os utilizadores a recorrerem à própria IA como ferramenta de cruzamento de dados, sem abdicar do espírito crítico, alertando para a desinformação automatizada como um dos principais riscos à segurança digital.
Outro dos alertas centra-se no cuidado com os dados introduzidos em ferramentas de IA generativa públicas. A instituição recomenda que não sejam fornecidas informações sensíveis, pessoais ou corporativas, uma vez que esses dados podem ser utilizados no treino de modelos e tornar-se acessíveis a terceiros.
A necessidade de manter sistemas operativos e software permanentemente atualizados é igualmente destacada, já que vulnerabilidades conhecidas são exploradas de forma rápida por bots automatizados. A revisão das definições de privacidade nas redes sociais é outra das boas práticas identificadas, com o objetivo de reduzir a pegada digital e limitar a exposição a ataques de phishing cada vez mais personalizados.
Por fim, a Atlântica sublinha a importância da educação contínua em matéria de segurança digital, defendendo que, num contexto de evolução tecnológica acelerada, a proteção no espaço digital deve ser entendida como um processo dinâmico, em permanente atualização.
NR/HN/AL



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