E-Redes investiga acidente de trabalho mortal em Leiria

9 de Fevereiro 2026

A empresa E-Redes lamentou a morte, hoje, de um trabalhador que prestava serviço à operadora quando fazia trabalhos de reposição da rede elétrica, em Leiria, após a depressão Kristin, e anunciou uma investigação ao acidente de trabalho.

Numa informação enviada à agência Lusa, a E-Redes referiu que “lamenta profundamente o registo de uma vítima fatal e de um ferido, ao serviço de um dos seus parceiros, no contexto de trabalhos de reposição da rede na sequência das depressões que têm afetado Portugal continental”.

“A empresa desencadeou prontamente uma investigação para apurar as causas deste acidente e manterá total transparência, colaboração e solidariedade com os envolvidos”, declarou a principal operadora da rede de distribuição de energia elétrica em Portugal Continental das redes de alta, média e baixa tensão.

Um homem morreu hoje e outro ficou ferido num acidente de trabalho, em Leiria, quando reparavam estruturas elétricas para a E-Redes, na sequência da depressão Kristin, disseram à agência Lusa várias fontes.

Segundo o Comando Distrital de Leiria da Polícia de Segurança Pública (PSP), a vítima mortal tem 37 anos e o ferido, cujo estado era desconhecido, 40 anos.

Fonte da PSP adiantou que o trabalhador morreu eletrocutado e ambos trabalhavam para a empresa Canas, que está a prestar serviço à E-Redes na reparação de estruturas elétricas na sequência do mau tempo.

Fonte oficial da E-Redes confirmou que as vítimas, um morto e um ferido grave, são funcionários da empresa Canas que estavam ao serviço da operadora.

O alerta para o acidente de trabalho, na Zona Industrial da Cova das Faias, chegou às autoridades às 09:58, via número nacional de emergência, revelou o Comando Sub-regional de Emergência e Proteção Civil da Região de Leiria, tendo acorrido ao local meios da PSP, bombeiros Sapadores e Voluntários de Leiria, Instituto Nacional de Emergência Médica, Polícia Judiciária e E-Redes.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

lusa/HN

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