Marcelo felicita António José Seguro pela vitória e recebe Presidente eleito em Belém

9 de Fevereiro 2026

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, felicitou hoje o seu sucessor, António José Seguro, que venceu hoje a segunda volta das eleições presidenciais, e vai recebê-lo na segunda-feira às 16:00.

Segundo uma nota publicada no sítio oficial da Presidência da República na Internet, o chefe de Estado “telefonou a António José Seguro para o felicitar pela sua vitória nas eleições presidenciais, desejando-lhe as maiores felicidades e êxitos para o mandato que os portugueses lhe atribuíram”, que se iniciará em 09 de março.

Marcelo Rebelo de Sousa manifestou a António José Seguro “toda a disponibilidade para assegurar a transição institucional” e “para esse efeito o Presidente eleito será recebido, em Belém, amanhã às 16:00”, lê-se na mesma nota.

António José Seguro, antigo secretário-geral do PS, venceu hoje a segunda volta das eleições presidenciais, que disputou com o presidente do Chega, André Ventura.

Pelas 21:20, quando faltava apurar os resultados de 49 freguesias e de 12 consulados, António José Seguro tinha 66,6% dos votos, contra 33,4% de André Ventura.

Entretanto, a Presidente da República divulgou outra nota, a dar conta de que Marcelo Rebelo de Sousa “ligou a André Ventura, o segundo candidato apurado para a segunda volta das eleições presidenciais, cumprimentando-o pela sua contribuição para o processo institucional de eleição do Presidente da República”.

A meio de dezembro, Marcelo Rebelo de Sousa anunciou a intenção de convidar o próximo ou próxima Presidente da República para ir almoçar ao Palácio de Belém logo no dia seguinte à eleição, “para lhe passar a pasta da transição”.

“A minha decisão será, sim, no dia seguinte à eleição do meu sucessor, na própria noite, convidá-lo, qualquer que ele seja, para ir almoçar comigo no dia seguinte a Belém, para lhe passar a pasta da transição e para, se for o caso disso, explicar o que for necessário no plano interno, no plano internacional”, disse na altura aos jornalistas, na Fundação Calouste Gulbenkian.

O Presidente da República referiu ainda que, como aconteceu no seu caso, quem lhe suceder na chefia do Estado terá um espaço para trabalhar no Palácio de Queluz entre a respetiva eleição – seja à primeira volta, em 18 de janeiro, ou à segunda, em 08 e fevereiro – e a posse, em 09 de março, que já “está preparado”.

No sábado, Marcelo Rebelo de Sousa dirigiu uma mensagem aos eleitores em que apelou à participação na segunda volta das eleições presidenciais, defendendo que votar significava vencer a calamidade e também afirmar a liberdade e a democracia.

“Votar amanhã chama-se vencer a calamidade e refazer o nosso futuro. Votar amanhã chama-se liberdade. Votar amanhã chama-se democracia”, declarou o chefe de Estado, numa comunicação ao país, transmitida em direto a partir do Palácio de Belém.

Na sua última mensagem presidencial em véspera de eleições – que optou por não fazer na primeira volta destas presidenciais, há três semanas –, o Presidente da República dirigiu-se em especial às “centenas de milhares” de portugueses afetados pelas recentes tempestades, os que perderam familiares ou as suas casas ou se sentiram isolados.

Neste contexto, em que foi declarada situação de calamidade em 68 municípios, e em que André Ventura defendeu o adiamento das eleições, não previsto na lei eleitoral, Marcelo Rebelo de Sousa realçou que muitos eleitores já tinham votado no passado domingo, “e também nas áreas devastadas”, no voto antecipado.

Por outro lado, recordou que as eleições presidenciais de 2021, em que foi reeleito, se realizaram em contexto de pandemia de covid-19 e de estado de emergência.

lusa/HN

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