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O ano de 2025 ficou marcado por um incremento generalizado da atividade na Unidade Local de Saúde (ULS) do Nordeste, abrangendo os seus três hospitais e a rede de centros de saúde do distrito de Bragança. Os números, tornados públicos esta segunda-feira, pintam um quadro de expansão nos serviços prestados à população de Trás-os-Montes.
Nos hospitais de Bragança, Macedo de Cavaleiros e Mirandela, o movimento foi notório. As consultas externas registaram uma subida de 7,8%, enquanto as consultas não médicas, realizadas por enfermeiros e outros profissionais, deram um salto expressivo de 27%. No bloco operatório, a cirurgia programada, tanto geral como de ambulatório, totalizou 8.318 intervenções. Este valor representa um aumento de 6,1% face a 2024. Curiosamente, ou talvez sintomaticamente, este crescimento na cirurgia planeada coincidiu com um recuo de 3,4% nas cirurgias realizadas em contexto de urgência.
A administração da ULS não esconde uma certa satisfação com estes indicadores, que, nas suas palavras, se traduzem “em mais e melhores cuidados de saúde prestados aos utentes”. Mas a história não fica confinada aos hospitais. Os cuidados de saúde primários, a espinha dorsal do contacto quotidiano com a população, viveram também um ano de forte atividade. Nos catorze centros de saúde do distrito, realizaram-se 434.559 consultas médicas, somando tanto as presenciais como as não presenciais. São mais 26.980 do que no ano anterior, uma variação positiva de 6,6%.
Um aspeto particularmente interessante deste alastramento da atividade prende-se com as chamadas consultas descentralizadas. Especialidades tradicionalmente hospitalares fixaram temporada nos centros de saúde de várias localidades. A Medicina Interna chegou a Mogadouro, enquanto a Psiquiatria estendeu a sua ação a Carrazeda de Ansiães, Torre de Moncorvo e Miranda do Douro. Foi uma tentativa, bem-sucedida nos números pelo menos, de encurtar distâncias geográficas e burocráticas para os utentes.
Para completar o panorama, os cuidados prestados diretamente no domicílio dos pacientes também conheceram uma evolução digna de registo. Em 2025, a ULS do Nordeste efetuou 5.400 visitas a lares, um acréscimo de 1.968 visitas comparativamente ao exercício anterior. Um dado que fala por si sobre a intenção de não deixar ninguém para trás, sobretudo numa região com uma população envelhecida e por vezes isolada.
No comunicado que acompanha estes números, a administração da unidade faz questão de vincular estes resultados ao esforço das suas equipas. “O aumento significativo da atividade nos Cuidados de Saúde Primários, dando assim resposta, numa ótica de proximidade e em segurança, às necessidades dos utentes (…) é o reflexo da enorme dedicação e do empenho constante dos profissionais desta entidade”, pode ler-se. O texto conclui com uma projeção de confiança para o corrente ano, antevendo que este caminho se irá “manter-se neste ano de 2026 que agora iniciou”. Resta agora ver se os números do próximo relatório confirmam esta trajetória ascendente.
NR/HN/Lusa



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