![]()
A informação foi avançada hoje pela presidente do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD), Joana Teixeira, numa resposta enviada à Lusa, depois de a associação de utentes Por M.I.M. – Amigos da Unidade de Alcoologia de Lisboa ter alertado, na passada sexta-feira, para a alegada perda de capacidade de resposta da UAL desde 2020.
Na carta enviada à comunicação social, a associação de utentes sustentava que o serviço de internamento da unidade se encontrava encerrado há quase seis anos e dava igualmente conta do encerramento do Programa de Enfermagem “O Caminho”, um programa terapêutico que incluía atividades como a partilha de experiências entre pacientes.
Na resposta hoje divulgada, a presidente do ICAD contrariou essa informação, assegurando que o Programa de Enfermagem “O Caminho” não foi encerrado, encontrando-se atualmente em fase de reformulação. Segundo Joana Teixeira, o objetivo desta reformulação é tornar o programa terapêutico de ambulatório da UAL mais abrangente e estruturado, através da disponibilização de valências terapêuticas diferenciadas, ajustadas a distintos níveis de intensidade e especificidade de cuidados.
De acordo com a mesma resposta, a reformulação do programa de enfermagem visa proporcionar uma resposta mais eficaz e adequada às necessidades dos utentes com diagnóstico de perturbação do uso de álcool.
Relativamente à capacidade de resposta da UAL em regime de ambulatório, a presidente do ICAD garantiu que existe um conjunto alargado de respostas em funcionamento, que incluem consultas de psiquiatria com subespecialização em alcoologia, consultas individuais de psicologia e terapia familiar.
Ainda em regime ambulatório, a unidade disponibiliza grupos terapêuticos de prevenção de recaídas, consultas de enfermagem e de serviço social, bem como apoio dirigido às famílias dos utentes, segundo a responsável do ICAD.
lusa/HN/AL



0 Comments