![]()
Em declarações à agência Lusa, a presidente do sindicato, Joana Bordalo e Sá, explicou que o aumento corresponde a um euro por mês. Segundo a responsável sindical, no ano passado as tarifas já tinham subido dois euros e este ano registaram um novo acréscimo. No caso dos parques cobertos, os mais utilizados pelos profissionais, o valor mensal passou de 50 para 51 euros, o que representa um custo anual de 612 euros para quem trabalha no hospital. Joana Bordalo e Sá considerou este valor excessivo, sublinhando que se trata de um encargo associado ao exercício da atividade profissional.
Nos parques descobertos, o preço mensal aumentou de 35 para 36 euros. De acordo com a dirigente sindical, 25% das verbas arrecadadas com o estacionamento revertem para a Administração Central do Sistema de Saúde, sendo esses montantes deduzidos da remuneração anual paga pelo Estado à entidade gestora do parque.
O SMN defende que essa percentagem deve reverter a favor dos profissionais que trabalham diariamente na unidade hospitalar. Joana Bordalo e Sá considerou inadmissível que a ACSS retire benefício financeiro desta situação, defendendo que o estacionamento não deve ser uma fonte de lucro à custa dos trabalhadores da saúde.
O Hospital de Braga foi construído ao abrigo de uma parceria público-privada que terminou em 2019. Desde então, a unidade passou a ter gestão pública, embora as instalações e o parque de estacionamento continuem sob responsabilidade do parceiro privado. A gestão do estacionamento é assegurada em regime de prestação de serviços pela Saba Portugal.
Além do aumento das tarifas, o sindicato denuncia aquilo que classifica como uma prática discriminatória, referindo que membros da administração e da direção do hospital beneficiam de isenção total de pagamento, enquanto os profissionais que asseguram diretamente a prestação de cuidados de saúde suportam tarifas que, segundo o SMN, atingem valores superiores aos praticados noutros hospitais do Serviço Nacional de Saúde.
O sindicato lembra ainda que não existem alternativas de estacionamento nas imediações do hospital e que a rede de transportes públicos disponível não é eficaz para responder às necessidades dos profissionais e dos utentes.
Na mesma declaração, Joana Bordalo e Sá afirmou que o parque de estacionamento do Hospital de Braga deve servir um hospital público, os seus trabalhadores e os doentes, e não funcionar como um negócio privado orientado para o lucro. O SMN já apresentou uma queixa à Provedoria de Justiça e garante que avançará com uma greve caso o aumento das tarifas não seja revertido.
A agência Lusa contactou a Saba Portugal e a Administração Central do Sistema de Saúde, mas até ao momento não obteve qualquer comentário.
lusa/HN



0 Comments