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De acordo com o HDES, a encefalopatia hipóxico-isquémica, consequência de asfixia perinatal, é uma das principais causas de morbilidade e mortalidade neonatal nos países desenvolvidos, afetando entre dois e seis recém-nascidos por cada mil nascimentos.
Em nota de imprensa, a unidade hospitalar refere que a adoção desta técnica surge como resposta às necessidades regionais e se enquadra num modelo nacional que defende a concentração de cuidados diferenciados em unidades com capacidade para responder a situações complexas, em particular no acompanhamento de recém-nascidos mais vulneráveis.
A hipotermia terapêutica consiste no arrefecimento controlado do bebé para temperaturas entre os 33 e os 34 graus Celsius, durante um período de 72 horas, sendo fundamental que o procedimento seja iniciado idealmente nas primeiras seis horas de vida. Este intervalo temporal é considerado crítico, uma vez que ainda é possível limitar os danos neurológicos resultantes da privação de oxigénio.
Com a implementação desta abordagem, o HDES passa a alinhar-se com unidades de referência do continente, como o Hospital de Santa Maria, pioneiro no primeiro programa nacional de hipotermia induzida, que há vários anos trata recém-nascidos provenientes de diferentes regiões do país com recurso a esta técnica.
Segundo a instituição açoriana, a disponibilização da hipotermia terapêutica nos Açores permitirá uma maior equidade no acesso a cuidados neonatais diferenciados, reduzirá a necessidade de transferências para o continente — diminuindo os riscos associados ao transporte neonatal —, contribuirá para a melhoria do prognóstico neurológico dos bebés e reforçará a capacidade técnica e científica do HDES no domínio da Neonatologia.
lusa/HN/AL



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