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“Está em forma para viver um grande amor?” — a pergunta, propositadamente popular, serve de chamariz à população. Mas o rastreio não se fica pela retórica romântica. No terreno, profissionais de enfermagem e nutrição do hospital realizam uma bateria de exames simples, mas reveladores: pressão arterial, frequência cardíaca, glicemia, peso, altura, perímetros da cintura e anca e respetivo rácio. Quem passa por ali leva consigo não apenas números, mas a interpretação clínica dos mesmos, feita na hora.
A novidade desta edição é a entrada da rede de ginásios Solinca, que coloca no local uma equipa dedicada à avaliação funcional e postural. Através de testes como o da mobilidade do ombro ou o clássico “seat and reach” — que mede a flexibilidade dos membros inferiores e da zona lombar —, os participantes têm acesso a um retrato mais alargado da sua condição física. A ideia, sustentam os responsáveis, é ligar a saúde do coração à do corpo inteiro.
Lurdes Serra Campos, diretora-geral do Hospital de Santa Maria – Porto, não esconde o orgulho na longevidade da iniciativa. “Vamos já na 13.ª edição e registamos sempre grande aceitação por parte do público”, afirma, sublinhando que o “Bate, Bate Coração” se tornou uma imagem de marca da casa. Mais do que um momento de rastreio, diz, o evento serve para lembrar que “o hospital aposta numa medicina cada vez mais preventiva”. E não se fica por aí: “Este rastreio é também uma forma de reforçar a proximidade do hospital à comunidade envolvente, contribuindo ativamente para a melhoria da saúde e da qualidade de vida da população.”
Entre uma medição e um conselho sobre alimentação ou exercício, o amor serve de pano de fundo, sim, mas sem disfarçar o essencial: a literacia em saúde e a vigilância de fatores de risco que, detetados a tempo, podem fazer toda a diferença.
PR/HN/MM



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