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O projeto tem a duração de três anos e representa um investimento de cerca de 900 mil euros, financiados por Fundos Europeus de Desenvolvimento Regional, através de uma candidatura apresentada à Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.
Coordenado pela Faculdade de Ciências da Saúde, o Projeto Action envolve uma vasta equipa de investigadores provenientes de sete centros de investigação da Universidade da Beira Interior, sediada na Covilhã. A iniciativa parte de um desafio demográfico claro: o crescimento da população e o aumento da esperança média de vida, que colocam pressão acrescida sobre os sistemas de saúde e exigem novas abordagens terapêuticas e preventivas.
O projeto atua a diferentes níveis e integra duas atividades científicas centradas na descoberta e desenvolvimento de novos medicamentos e na inovação na área da terapia medicamentosa. O foco incide sobretudo nas doenças mais prevalentes na população idosa, designadamente patologias oncológicas, neurológicas, algumas demências, bem como doenças endócrinas e infecciosas. A investigação será desenvolvida em contexto laboratorial, recorrendo a estudos in vitro, que poderão posteriormente ser testados em modelos animais, em vivo.
O objetivo central passa por identificar, numa fase muito inicial do processo científico, novas moléculas com potencial terapêutico e criar condições para a submissão de patentes. Esta etapa corresponde ao arranque de um percurso que, até chegar ao doente, poderá prolongar-se por 10 a 15 anos, uma vez que exige fases subsequentes de investigação e validação que não estão contempladas neste projeto. Caso os resultados se revelem promissores, a equipa poderá candidatar-se a financiamento adicional para dar continuidade ao trabalho, incluindo a submissão ou aprovação de patentes, processo que também decorre ao longo de vários anos e que, numa fase posterior, poderá envolver empresas e a indústria farmacêutica.
Paralelamente à investigação laboratorial, o Projeto Action integra uma vertente dedicada ao exercício físico, sendo esta a única componente que implica contacto direto com pessoas. No âmbito da investigação, serão analisados os efeitos de diferentes tipos e doses de exercício junto de população mais idosa, com o objetivo de avaliar os benefícios associados.
Os resultados obtidos nesta dimensão serão cruzados com indicadores relacionados com o controlo da diabetes, da pressão arterial e com parâmetros neurológicos e cognitivos, envolvendo também a participação de psicólogos. As várias linhas de investigação decorrem em paralelo, sob coordenação da Faculdade de Ciências da Saúde, numa lógica integrada que procura acelerar a inovação terapêutica e contribuir para uma abordagem mais ampla e sustentada da longevidade saudável.
lusa/HN/AL



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