ULS Viseu Dão-Lafões estreia-se na cirurgia robótica com sistema Hugo RAS

12 de Fevereiro 2026

A Unidade Local de Saúde Viseu Dão-Lafões realizou com sucesso a primeira cirurgia robótica, num procedimento colorretal que recorreu ao equipamento Hugo RAS, financiado pelo PRR num investimento superior a 1,9 milhões de euros. A intervenção envolveu uma equipa multidisciplinar e marcou também a estreia da tecnologia Ligasure RAS na unidade

A operação, realizada recentemente no Hospital de São Teotónio, incidiu sobre uma lesão colorretal cujo tratamento beneficiou da plataforma modular multi-quadrante. O dispositivo, desenhado para procedimentos minimamente invasivos, articula instrumentos com visualização tridimensional e permite gravação vídeo do ato cirúrgico. Além da cirurgia geral, está apto para ginecologia e urologia.

“Esta intervenção resulta de um trabalho multidisciplinar que envolveu diretamente o serviço de Cirurgia Geral, Anestesiologia, Bloco Operatório e uma equipa de enfermagem dedicada, com o auxílio do robô cirúrgico”, descreve a ULS em comunicado. O mesmo documento sublinha o carácter pioneiro, naquele hospital, da utilização da energia bipolar avançada Ligasure RAS, que corta e sela vasos durante a cirurgia.

O conselho de administração, liderado por António Sequeira, realça que o equipamento — integralmente pago pelo Plano de Recuperação e Resiliência — concorre para encurtar internamentos e acelerar o restabelecimento dos doentes. “Permite diminuir o tempo de internamento e de recuperação do doente, com um regresso mais rápido e com maior qualidade de vida à sua rotina diária”, afirmou o gestor, citado na nota. A precisão cirúrgica acrescida, prossegue, reduz complicações e infeções, além de viabilizar o acesso a zonas anatómicas até aqui de abordagem complexa.

Para a administração, o investimento não se esgota no apetrechamento tecnológico. “Ao investir em tecnologia avançada e formação especializada, a ULS Viseu Dão-Lafões pretende garantir cuidados de saúde de última geração aos seus utentes independentemente da sua localização geográfica, reforçando a coesão territorial, bem como condições de atração e retenção de profissionais altamente qualificados no Serviço Nacional de Saúde”, sustenta. A chegada do Hugo RAS representa, nessa ótica, um vetor de fixação de talento no interior do país, matéria que há muito preocupa as administrações hospitalares fora dos grandes centros urbanos.

Ainda sem data para novo procedimento, a unidade informa que o robô se encontra operacional e disponível para as especialidades previstas. A equipa que o manuseou na estreia recebeu treino específico, parte do qual assegurado pelo fabricante. A ULS não divulgou a identidade do doente operado nem detalhes adicionais sobre o seu estado clínico, limitando-se a classificar o resultado como bem-sucedido.

NR/HN/Lusa

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