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O despacho publicado hoje em Diário da República determina que o procedimento, conduzido pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), abrange a concepção, projecto, construção, financiamento, conservação, manutenção e exploração do futuro Complexo Hospitalar. O contrato de gestão da PPP divide-se em duas fases: três anos para a construção e 27 para a conservação, manutenção e exploração.
A nova unidade hospitalar vai dispor de 742 camas de internamento, repartidas por 619 em cuidados convencionais, 36 em psiquiatria, dez em psiquiatria da infância e adolescência e 77 em internamentos especiais. Acrescem dez camas de hospitalização domiciliária e 15 de cuidados paliativos. A consulta externa contará com 74 gabinetes, o bloco operatório com 18 salas, e a maternidade com dez salas de partos. Estão igualmente previstos vários hospitais de dia.
No capítulo dos equipamentos, o hospital será dotado de três TAC, três ressonâncias magnéticas nucleares, três angiógrafos, um PET/CT, uma câmara gama, dois aceleradores lineares e um equipamento de braquiterapia. Haverá ainda espaços reservados para a instalação futura de outros aparelhos, conforme as necessidades que vierem a identificar-se. A oncologia, garantiu o Ministério da Saúde, ficará totalmente integrada no edifício.
A adjudicação do concurso público internacional deverá ser conhecida até ao final de 2027. As obras arrancam no primeiro trimestre de 2028 e estendem-se por três anos. A entrada em serviço está agendada para Janeiro de 2031. De acordo com a tutela, a poupança esperada com a construção não se esgota na vertente financeira: advirá também da melhoria da qualidade assistencial, proporcionada por uma infraestrutura moderna e ajustada às exigências do século XXI. O modelo permitirá acompanhar tendências como o reforço do ambulatório e a adaptação às novas técnicas em saúde, ganhando eficiência com uma organização mais funcional.
O impacto positivo na acessibilidade, qualidade e segurança dos cuidados é outro dos argumentos avançados. O Ministério da Saúde sublinha ainda a redução da despesa pública, quer pela diminuição dos custos operacionais, quer pela menor necessidade de investimento nas actuais instalações de Faro. A pressão turística na região e o crescimento demográfico dos últimos anos justificam, segundo o governo, o reforço da resposta hospitalar no Algarve.
PR/HN/MM



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