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A decisão de subir o patamar de alerta foi comunicada esta tarde através de um comunicado enviado à agência Lusa, onde a administração da Unidade Local de Saúde justifica a medida com a necessidade de “reforçar a capacidade de resposta” perante a iminência de “um evento extremo na região”. O nível 2 do Plano de Emergência Externo, explicam os responsáveis, obriga à mobilização faseada de meios internos suplementares, desde o reforço das equipas médicas e de enfermagem até à reorganização dos espaços assistenciais, de modo a não se comprometer a segurança dos utentes e dos próprios profissionais.
Nos bastidores, a articulação com as entidades de Proteção Civil tem sido constante. A ULS de Coimbra revela que mantém contactos regulares tanto com o Serviço Municipal de Proteção Civil como com o Comando Sub-regional da Autoridade Nacional da Emergência e Proteção Civil, numa lógica de comando unificado. “Temos tido reuniões regulares […] para acompanhamento da situação a nível do Concelho e do Distrito, respetivamente”, lê-se na nota, onde se garante ainda que a estrutura está preparada para ativar o nível 3 do plano externo, caso as intempéries se agravem.
Apesar do cenário de caos que se instalou em várias freguesias, com estradas cortadas, escolas encerradas e dezenas de habitações danificadas, a administração faz questão de destacar o empenho dos trabalhadores. Muitos deles, refere o texto, viram as suas próprias casas afetadas ou ficaram impossibilitados de se deslocar, mas ainda assim “têm sido incansáveis no apoio e na prestação de cuidados”. É graças a esse esforço, sublinha a ULS, que a resposta às comunidades mais fustigadas pelo temporal tem sido possível, mantendo-se a linha da frente no apoio às populações.
O balanço provisório da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta pelo território nacional é já dramático: dezasseis pessoas perderam a vida. Entre as vítimas contabiliza-se agora um homem de 72 anos, natural do concelho de Pombal, que acabou por falecer no dia 10 de fevereiro nos Hospitais da Universidade de Coimbra. O acidente ocorrera a 28 de janeiro, quando tentava reparar o telhado da casa de uma familiar e sofreu uma queda fatal. Para além do número de mortos, as tempestades deixaram um rasto de centenas de feridos e desalojados, sem esquecer a destruição total ou parcial de habitações, empresas e infraestruturas. Quedas de árvores e de estruturas, interrupções no fornecimento de energia, água e comunicações, bem como o encerramento de vias e escolas, marcam o panorama de destruição, sobretudo nas regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo.
Face à gravidade da situação, o Governo prolongou até ao próximo dia 15 a declaração de situação de calamidade para 68 concelhos, ao mesmo tempo que anunciou um pacote de medidas de apoio que poderá atingir os 2,5 mil milhões de euros.
NR/HN/Lusa



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