Cheias no Mondego abrandam, mas normalização pode demorar um mês

15 de Fevereiro 2026

As águas estão a baixar consideravelmente no vale do Mondego, mas ainda vai demorar algumas semanas até a situação normalizar, disse hoje à agência Lusa o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, José Veríssimo.

“As coisas estão a melhorar de dia para dia e de sábado para hoje o caudal baixou significativamente, estando com um volume de 850 metros cúbicos por segundo na Ponte Açude, em Coimbra, metade do que esteve”, salientou.

Na manhã de sábado, segundo o autarca, na Ponte Açude ainda passavam 1.600 metros cúbicos de água por segundo, que foi descendo ao longo do dia e na madrugada de hoje atingiu os 850 metros cúbicos.

O autarca confirmou que o pior já passou e adiantou que, se não chover nos próximos tempos, a situação poderá demorar três semanas a um mês para normalizar.

“Tem muito a ver agora com as condições e o caudal do rio. Nas condições que estão hoje em 15 dias o caudal poderia estabilizar”, disse José Veríssimo.

A localidade de Ereira, isolada há vários dias, vai continuar sem ligação terrestre nos próximos dias, embora os níveis do rio nesta zona também estejam a baixar, apesar de demorar mais tempo devido à entrada de água da ribeira do Foja.

O presidente da Câmara de Montemor-o-Velho adiantou ainda que, devido ao abaixamento dos níveis de água, a Estrada Nacional 111 já reabriu na zona de Tentúgal e Meãs do campo.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo declarou situação de calamidade até hoje para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

lusa/HN

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