Fitocompostos ganham destaque no combate à artrite reumatoide

16 de Fevereiro 2026

Uma revisão publicada na revista científica BIO Integration sistematiza o conhecimento sobre o potencial de compostos bioativos de plantas no tratamento da artrite reumatoide, destacando a ação de flavonoides, terpenoides e outros em vias inflamatórias como NF-kB e MAPK

Quem convive com artrite reumatoide sabe que a rigidez matinal e o inchaço nas articulações são apenas a face mais visível de um problema bem mais complexo. A doença autoimune, que afecta as membranas sinoviais, provoca dor crónica, perda de mobilidade e, com o tempo, pode degradar irreversivelmente as articulações. Os tratamentos convencionais – anti-inflamatórios não esteroides, fármacos modificadores da doença e biológicos – nem sempre mantêm a eficácia a longo prazo e, não raro, trazem efeitos adversos que complicam ainda mais a vida dos doentes. É nesse cenário que a fitoterapia volta a ganhar espaço, não como substituição, mas como complemento.

Uma revisão acabada de publicar na BIO Integration, assinada por Vidhan Chand Bala e Asheesh Kumar Gupta, percorre a fisiopatologia da doença, os alvos terapêuticos actualmente explorados e as razões por detrás da resistência a alguns fármacos. O cerne do trabalho, porém, está na análise detalhada de compostos como lignanas, flavonoides, alcaloides, terpenoides e fenóis. Os autores mostram como essas substâncias interferem em mecanismos moleculares chave: inibem o factor nuclear NF-kB, regulam as proteínas cinases activadas por mitogénios (MAPK) e activam a via Nrf2/HO-1, associada à defesa antioxidante. A modulação dessas vias reflecte-se na redução de citocinas pró-inflamatórias como TNF-α e IL-6, peças centrais na cascata que leva à destruição articular.

A escolha do tema não é casual. Com o envelhecimento populacional, a incidência da artrite reumatoide tende a aumentar, e a procura por alternativas menos agressivas cresce entre doentes e clínicos. A fitoterapia, contudo, enfrenta o desafio de padronização e validação científica – exactamente o que este tipo de revisão procura endereçar, ao reunir evidências sobre mecanismos de acção e possíveis aplicações.

A BIO Integration, onde o estudo foi publicado, é uma revista de acesso aberto que pretende justamente facilitar a circulação de conhecimento multidisciplinar. Nos primeiros anos não cobra taxas de processamento de artigos e oferece suporte a autores cuja língua materna não é o inglês, incluindo revisão de manuscritos e ajuda com ilustrações. O periódico está disponível na plataforma ScienceOpen e mantém presença activa em redes sociais, divulgando os trabalhos que publica.

O artigo de Bala e Gupta pode ser consultado na íntegra através do DOI 10.15212/bioi-2025-0142. A revista aceita submissões contínuas pelo sistema ScholarOne, sem custos para os autores.

Referência: Bala VC, Gupta AK. Phytochemicals as a Promising Approach to Rheumatoid Arthritis: Current Perspectives. BIO Integration. 2026;7(1). DOI: 10.15212/bioi-2025-0142. Disponível em: https://www.scienceopen.com/hosted-document?doi=10.15212/bioi-2025-0142. Sítio da revista: www.bio-integration.org. Redes sociais: @JournalBio, https://www.facebook.com/BIO-Integration-Journal-108140854107716/https://www.linkedin.com/company/bio-integration-journal/.

NR/HN/AlphaGalileo

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