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O conselho de administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco e o presidente da Câmara Municipal de Penamacor reuniram-se no sábado, num encontro que serviu para desfazer o mal-entendido em torno do funcionamento do Serviço de Atendimento Complementar (SAC) na vila. A garantia, deixada num comunicado conjunto assinado por Rui Amaro Alves, da ULS, e José Miguel Oliveira, da autarquia, é a de que “não há qualquer perda de serviços e que os utentes continuam a ter acesso a todos os cuidados de saúde na Unidade de Cuidados de Saúde Primários de Penamacor, localizada no mesmo edifício do SAC” .
A nota oficial sublinha que “ambas as entidades estão totalmente empenhadas na resolução desta questão”, um desfecho que procura acalmar os ânimos depois de a decisão inicial da ULS ter gerado forte contestação. O município, por seu turno, reiterou “total disponibilidade para, em conjunto, continuar a procurar as respostas mais adequadas às legítimas ambições da população”.
O diferendo arrastava-se desde que a ULS de Castelo Branco comunicou, de forma que a autarquia classificou como unilateral, o encerramento do SAC nos dias em que não houvesse médico escalado. A medida levou o executivo municipal a organizar uma manifestação pública de protesto, com José Miguel Oliveira a lamentar publicamente a ausência de “qualquer comunicação prévia à autarquia nem às restantes entidades que trabalham com o Centro de Saúde” . O autarca não poupou nas críticas ao que considerou ser “uma opção profundamente errada, lesiva do interesse público e gravemente prejudicial para a população do concelho”, acrescentando tratar-se de “um completo desrespeito pelo poder local, pelos profissionais de saúde e pelas instituições que trabalham e conhecem a realidade concreta do território” .
Até aqui, a posição da ULS de Castelo Branco resumia-se à garantia de que, “sempre que estiver um médico escalado e que este esteja presente, o SAC manter-se-á aberto de acordo com o horário da escala”. Após o encontro de sábado, fica a ideia de que o diálogo institucional permitiu encontrar uma plataforma de entendimento, ainda que subsista, por parte da população, a expectativa quanto à efetiva continuidade dos serviços num concelho marcado pelo envelhecimento e pela dispersão geográfica.
NR/HN/Lusa



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