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O contributo financeiro, que parte do Ismaili Imamata e da Fundação Aga Khan, instituições agora lideradas pelo Príncipe Rahim Aga Khan (Aga Khan V) e com sede em Portugal, chega num momento em que o país ainda contabiliza os estragos provocados pelas depressões Kristin, Leonardo e Marta. O total de vítimas mortais ascende às dezasseis, a que se somam centenas de feridos e desalojados, para além de um rasto de destruição que inclui habitações total ou parcialmente destruídas, empresas e equipamentos danificados, bem como constrangimentos nos transportes, escolas e fornecimento de energia e água.
A nota hoje divulgada esclarece, no entanto, que a verba não se destina a um fundo de uso indiscriminado. A Fundação estabelece que o dinheiro “deverá ser parcialmente utilizado no apoio a estudantes e suas famílias, bem como no reforço das estruturas de ensino”, com o objetivo expresso de permitir que as escolas “possam retomar o seu funcionamento normal e em condições de segurança”. Mas há mais: uma fatia do montante deverá igualmente ser investida na “criação de microflorestas e de espaços verdes que contribuam para a estabilização do ecossistema”. É uma componente que olha para lá da emergência imediata, procurando intervir na resiliência ambiental dos territórios mais castigados.
A concretização desta ajuda, segundo a mesma fonte, será feita “em estreita coordenação com o Governo e com as autoridades nacionais e locais”. A Fundação sublinha a necessidade de “garantir que esta ajuda seja um contributo efetivo para as comunidades que mais sofreram com as intempéries que afetaram o país”, evitando-se assim duplicações de esforços ou a dispersão de meios.
A Fundação Aga Khan, que se define como uma agência da Rede Aga Khan para o Desenvolvimento (AKDN), atua em várias frentes, conjugando organizações com e sem fins lucrativos. O foco declarado é a melhoria das condições de vida das populações mais vulneráveis, independentemente da sua origem, género ou religião. Esta doação surge, por isso, enquadrada nesse desígnio, ainda que com a particularidade de as verbas chegarem com indicações precisas de aplicação, conciliando a resposta social com uma preocupação ecológica de fundo.
NR/HN/Lusa



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