![]()
Há qualquer coisa de irreprimível na forma como a digitalização da sociedade se instalou entre nós, já sem pedir licença. Deixou de ser uma opção, é certo, mas a pergunta que fica é: e a soberania digital europeia, como é que fica? É um pouco para tratar disso, para escavar estas questões, que o Conselho Nacional de Ética para as Ciências da Vida (CNECV) decidiu avançar com o simpósio internacional “Digital Sovereignty for Europe – an ethical framework”.
A coisa acontece no dia 5 de março, numa quarta-feira, e ocupa a parte da manhã no Auditório 2 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa. Das 9h15 às 13h00, pausa para almoço não deve estar nos planos. A ideia é reunir perspetivas e experiências de vários países europeus, numa altura em que a mudança parece galopar em domínios tão diversos como a genómica ou a inteligência artificial. O encontro, que será em inglês e com transmissão via streaming para todo o mundo, quer ser um espaço de reflexão sobre a missão dos Conselhos Nacionais de Ética neste contexto europeu tão particular.
O CNECV faz questão de estender o convite a investigadores, profissionais da área, decisores políticos, estudantes e, claro, todos os curiosos que se interessem pelo tema. A ideia é que haja debate informado, que se cruzem olhares, que se confrontem os desafios éticos que já estão aí e os que se adivinham no futuro das ciências da vida.
A participação no evento é livre, mas quem quiser ir tem de fazer inscrição – é uma questão de gerir o espaço, diz a organização. E, já agora, se alguém precisar de certificado de presença, pode pedi-lo depois, que eles emitem.
PR/HN/MM



0 Comments