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A edição deste ano coloca as inovações orientadas por dados no centro das discussões, num contexto em que o Espaço Europeu de Dados de Saúde (EHDS) começa a sair do papel. Haverá espaço para analisar tanto o desenvolvimento de infraestruturas comuns, a nível nacional e comunitário, como o impacto prático dessa informação na investigação, na gestão hospitalar e na relação com os doentes. A soberania digital, a cibersegurança e os modelos operacionais para hospitais e redes de cuidados também estão em cima da mesa, sem esquecer a regulamentação que chega de Bruxelas e Berlim.
Há um olhar atento à aplicação no terreno. Profissionais vão discutir como é que a inteligência artificial, os registos eletrónicos e a telemedicina podem ser integrados no quotidiano clínico de forma útil e segura. Em paralelo, os debates políticos prometem escalpelizar as opções estratégicas, com a presença confirmada do Ministério Federal da Saúde, da gematik e da bvitg.
O programa inclui ainda um novo espaço dedicado a startups de saúde digital. Nos painéis, os fundadores vão poder ouvir o que realmente interessa a quem investe no setor. No primeiro dia, a conversa roda à volta das prioridades dos investidores; no segundo, o foco são os anjos e o papel das redes de contactos para alavancar negócios. A inclusão também marca presença, com sessões sobre medicina de género e acessibilidade nas soluções digitais.
Para quem procura formação mais prática, os seminários aprofundam temas como a implementação da EUDI Wallet, a certificação C5 para fornecedores ou os caminhos para uma telemedicina eficaz. Já nos Centros de Soluções, as empresas expositoras mostram ao vivo produtos que vão da gestão digital de consultórios a ferramentas clínicas alimentadas por IA. As visitas guiadas, com mais de 40 opções, organizam-se por áreas temáticas que vão da conetividade regional à resiliência tecnológica, passando pelo papel do doente no centro das decisões.
Os prémios voltam a distinguir talento e inovação. O DMEA Sparks, entregue no segundo dia, reconhece as melhores teses de licenciatura e mestrado na área. A 20 de abril, véspera da abertura, arranca o evento de lançamento com a presença de especialistas da indústria e representantes políticos, numa antevisão do que serão os três dias de feira. No último dia, o prémio DMEA Nova escolhe a startup mais promissora entre duas dezenas de finalistas.
A organização é da Associação Federal de TI em Saúde (bvitg), com a Messe Berlin a assegurar a produção. Colaboram ainda a Sociedade Alemã de Informática Médica, Biometria e Epidemiologia (GMDS), a Associação Profissional de Informática Médica (BVMI), a Associação Federal de Gestores de TI Hospitalares (KH-IT) e os diretores de informação dos hospitais universitários (CIO-UK).
PR/HN/MM



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