Dos algoritmos aos gémeos digitais: UCL e Hospital da Luz Learning Health juntam-se para discutir a inovação na saúde

19 de Fevereiro 2026

A segunda sessão do ciclo "Inteligência Artificial na Saúde", que decorre sob a tutela do programa Hospital da Luz Learning Health, traz a Lisboa Rebecca Shipley, professora na University College London. A investigadora vai explorar, no próximo dia 12 de março, o peso das tecnologias computacionais na investigação médica e na inovação clínica

A série de seminários “Inteligência Artificial na Saúde”, integrada no programa Hospital da Luz Learning Health, prossegue a 12 de março de 2026 com uma sessão dedicada ao impacto das tecnologias computacionais na investigação e inovação em medicina. A partir das 13h00, Rebecca Shipley, professora e investigadora da University College London (UCL), vai percorrer os avanços e as dificuldades na aplicação de ferramentas como os gémeos digitais, a simulação de processos fisiológicos e os sistemas de diagnóstico apoiados por algoritmos. A palestra, intitulada “Tecnologias computacionais na pesquisa e inovação em saúde – Desafios, oportunidades e perspectivas”, dirige-se sobretudo a profissionais clínicos e a estudantes de medicina e engenharia, procurando mostrar de que forma a análise avançada de dados pode, no terreno, melhorar a eficácia dos cuidados e a tomada de decisão.

Shipley, cujo percurso liga a engenharia à prática clínica, deverá apresentar casos reais onde os métodos computacionais já produziram ganhos tangíveis para os doentes ou uma gestão mais eficiente dos serviços. Mas a especialista da UCL não deverá iludir os entraves que persistem: o acesso a dados de qualidade, a adaptação dos quadros regulatórios e a velocidade, nem sempre rápida, com que a adopção clínica acontece são desafios que continuam por resolver. A organização do evento, inserido no programa Hospital da Luz Learning Health, sublinha a necessidade de aproximar o conhecimento académico da realidade dos hospitais, criando pontes entre quem desenvolve as tecnologias e quem, diariamente, lida com os doentes. A criação de gémeos digitais – modelos virtuais capazes de simular o comportamento de órgãos ou sistemas – é uma das áreas em que a investigadora tem trabalhado, nomeadamente na previsão da progressão de doenças ou na resposta a terapêuticas.

Com a duração aproximada de uma hora, a sessão quer evitar o tom meramente expositivo, incentivando a discussão entre os participantes. Para os promotores, trata-se de mostrar a médicos, enfermeiros e futuros profissionais que a inteligência artificial e as ferramentas computacionais estão, cada vez mais, ao serviço da prática clínica, deixando de ser promessas vagas para se transformarem em instrumentos concretos. As inscrições estão abertas e podem ser feitas através dos canais oficiais do evento.

PR/HN/MM

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