Politécnico e CRI unem-se para travar dependências na comunidade académica

19 de Fevereiro 2026

O Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) e o Centro de Respostas Integradas (CRI) de Coimbra uniram esforços para prevenir comportamentos aditivos na comunidade académica, num protocolo que aposta na formação e no apoio especializado a estudantes e docentes

O acordo de cooperação, assinado entre a instituição de ensino superior e a unidade local do Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD), pretende aproximar a academia das respostas de saúde disponíveis. O objetivo, segundo revela o documento, passa por desenvolver ações conjuntas de informação e sensibilização dirigidas sobretudo a estudantes e professores, além de “agilizar procedimentos no eventual atendimento e apoio” a quem necessite.

Sónia Costa, pró-presidente do IPC, sublinhou que as dependências vão além do consumo de substâncias. Em declarações divulgadas pela instituição, a responsável referiu que “a pessoa perde o controlo sobre o uso de substâncias ou determinadas atividades, mesmo quando estas causam prejuízos físicos, psicológicos ou sociais”. Álcool, drogas, tabaco, medicamentos, jogo, uso excessivo da internet, compras compulsivas e até comportamentos autodestrutivos associados à ansiedade ou depressão estão entre os riscos identificados. “Durante o ano letivo, muitos permanecem afastados das famílias e das redes de suporte habituais, aumentando a sua vulnerabilidade”, alertou, defendendo que a prevenção e a monitorização são fundamentais para reduzir riscos.

A dirigente notou ainda que uma parte significativa dos jovens ignora a existência de estruturas de apoio. “É importante promover conhecimento e facilitar o acesso a estas respostas, garantindo que todos saibam onde e como procurar ajuda”, afirmou, sublinhando a intenção do Politécnico de funcionar como “uma rede de suporte ativa”.

Do lado do CRI de Coimbra, a colaboração implica a mobilização de uma equipa técnica especializada em toxicodependência e consumo de substâncias, que oferece desde consultas de acompanhamento psicoterapêutico e social até tratamento por controlo terapêutico e prescrição de medicamentos. A abordagem é descrita como psicoeducativa e inclui também o acompanhamento das famílias, articulando-se com outras instituições sempre que há necessidade de referenciação para outras especialidades.

O protocolo prevê ainda iniciativas no domínio da investigação e da formação científica, com participação em candidaturas e projetos nacionais e internacionais, além da coorganização de eventos de caráter técnico ou académico. A ideia, segundo os responsáveis, é que a prevenção não se esgote em campanhas pontuais e passe a integrar o quotidiano da comunidade académica.

NR/HN/Lusa

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