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O tratamento da Doença de Parkinson continua excessivamente centrado na administração de medicação, deixando de fora fatores como exercício físico, alimentação, sono, saúde mental e conexão social. Esta é uma das principais conclusões do estudo “A Holistic Wellness Prescription for Parkinson’s Disease“, que contou com a participação da investigadora Josefa Domingos, da Egas Moniz School of Health and Science. O estudo reforça a necessidade de uma abordagem holística e personalizada no tratamento da doença, integrando o bem-estar como indispensável desde a primeira fase de diagnóstico.
A investigação sublinha que, apesar dos avanços farmacológicos, muitos dos sintomas que afetam a qualidade de vida das pessoas com Parkinson – como depressão, ansiedade, distúrbios do sono, dor e fadiga – continuam subvalorizados na prática clínica. A partir de uma análise a diferentes dimensões do bem-estar, os autores demonstram que intervenções como a prática regular de exercício físico, alimentação mais cuidada, yoga, meditação e o reforço da interação social estão associadas a melhorias significativas nos sintomas motores e não-motores, bem como na qualidade de vida dos doentes.
O estudo alerta ainda para as desigualdades no acesso a cuidados de saúde, destacando que milhões de pessoas com Parkinson vivem em contextos onde o acompanhamento especializado é limitado ou inexistente. Nestes casos, a ausência de orientação prática sobre estilos de vida mais saudáveis contribui para uma gestão incompleta da doença e para um agravamento evitável dos sintomas. O acesso a cuidados neurológicos é um dos exemplos concretos identificados, com cerca de 80% da população mundial a residir em países onde a disponibilidade destes serviços é ainda limitada.
É preciso repensar o modelo de cuidados, defende Josefa Domingos, investigadora e professora da Egas Moniz School of Health & Science. “O acesso ao bem-estar não pode ser apenas uma abordagem alternativa, mas sim uma componente essencial no tratamento destes pacientes. Integrar estas dimensões nos seus cuidados clínicos pode capacitá-los a terem um papel mais ativo na gestão da sua saúde”, afirma.
A Egas Moniz School of Health & Science reforça o seu compromisso com a inovação e a partilha de conhecimento na área da Doença de Parkinson através de estudos que clarifiquem as comunidades para os desafios enfrentados pelas pessoas com este diagnóstico, procurando encontrar soluções para os mesmos. A instituição colaborou ainda, através da participação das investigadoras Josefa Domingos e Catarina Godinho, no desenvolvimento do Manual de Atividade Física Adaptada para Pessoas com Doença de Parkinson, publicado pela Direção-Geral da Saúde (DGS), um recurso fundamental para capacitar os profissionais na prescrição e implementação de exercício físico adaptado a doentes com Parkinson.
A Egas Moniz School of Health & Science, ativamente dedicada à transformação do conhecimento de saúde e ciência em impacto positivo real, localiza-se na Caparica, concelho de Almada, e tem desde a sua criação há mais de 30 anos o objetivo de desenvolver um projeto educativo autónomo de ciências e saúde em prol da sociedade, consolidando-se como uma universidade cívica. Com dois estabelecimentos de ensino superior – o Instituto Universitário Egas Moniz e a Escola Superior de Saúde Egas Moniz – a instituição conta com mais de 3500 alunos de 36 nacionalidades, cerca de 400 docentes, vários projetos de investigação a nível nacional e internacional desenvolvidos na área da saúde, e mais de 190 projetos de voluntariado.
PR/HN/MM



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