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A sessão, marcada para as 16h30, juntou comunidade académica, jornalistas e parceiros institucionais. O objetivo, segundo os organizadores, passava por olhar o percurso da SEA-EU — aliança que agrega nove universidades europeias — e o modo como a UAlg nela se inscreve. A vice-reitora Patrícia Pinto, responsável pelas Parcerias e pela Universidade Europeia, fez uma retrospetiva do caminho andado. Sem discursos muito empolados, falou de uma colaboração que se vai consolidando, assente em projetos e oportunidades que tentam ligar a universidade ao território e à Europa. Ao seu lado, Tomás Silva, presidente da Associação Académica, preferiu sublinhar o que isto representa no terreno para quem estuda. Falou de mobilidade, de perímetros de formação noutras latitudes, da expectativa de que a Aliança continue a escancarar portas para vivências diferentes.
A reitora Alexandra Teodósio não fugiu ao registo estratégico. Disse que a revista agora apresentada mostra, por miúdos, como a UAlg se vai afirmando lá fora. Projetos, inovação pedagógica, cooperação internacional — tudo isto aparece retratado ao longo das páginas. Quem pegou no microfone para apresentar formalmente a publicação foi Mário Antunes, jornalista da RTP. E aí o tom mudou um bocado. Antunes defendeu, com exemplos práticos, que comunicar ciência não pode ser um exercício de hermetismo. É preciso traduzir, encontrar uma linguagem que chegue às pessoas, sob pena de o conhecimento ficar confinado a gabinetes e papers. Uma intervenção despretensiosa, mas certeira.
A edição n.º 18 da «UALGzine» — intitulada “O Mar que nos une” — procura exatamente isso: mostrar como a SEA-EU funciona como uma espécie de laboratório vivo para os desafios das regiões costeiras. Sustentabilidade ambiental, inovação azul, coesão social, crescimento económico responsável. Os temas são ambiciosos, mas o tratamento tenta descer ao concreto. Fala-se de projetos científicos e pedagógicos que cruzam equipas de diferentes países, de oportunidades de mobilidade para estudantes e staff, de iniciativas que transformam conhecimento em atividades com pés e cabeça. A ideia de fundo é que a dimensão europeia da UAlg se sente nos campi, nos laboratórios e na relação com a comunidade.
A apresentação da revista foi, aliás, pretexto para um formato mais interativo do que é habitual. Montaram-se estações temáticas pelo espaço, cada uma dedicada a um ângulo da Aliança. Numa, explicava-se a SEA-EU em 90 segundos, com um pitch básico sobre a rede, o contributo para a região e o valor estratégico para a UAlg. Noutra, esclareciam-se as possibilidades de mobilidade, com exemplos práticos e uma ênfase natural na internacionalização e na empregabilidade. Houve ainda espaço para projetos colaborativos já em curso, para a relação com a economia azul e para questões de literacia do oceano. No fim, uma dinâmica com post-its convidava os participantes a escreverem o que tinham aprendido e que impactos concretos identificavam. Coisas simples, mas que funcionam.
A sessão encerrou com os parabéns à SEA-EU. O bolo dos seis anos, calcula-se, terá sido devidamente celebrado. Quem não pôde ir fica com a versão digital da revista, disponível online, e com as fotografias do evento, que andam por aí para descarregar.
Consulte a versão digital aqui
PR/HN/MM



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