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O Sindicato Nacional dos Enfermeiros (SNE) anunciou esta quarta-feira os resultados do sufrágio que elegeu a nova direção para o quadriénio 2026-2030. A lista encabeçada por Carla Cristino obteve uma votação expressiva, com uma composição que apresenta mais de metade de rostos nunca antes integrados nos órgãos sociais da organização sindical. A nova equipa garante também uma presença alargada em território nacional, incluindo delegados ativos nas regiões autónomas da Madeira e dos Açores.
Em declarações após a confirmação dos resultados, a presidente eleita sublinhou a importância da representatividade territorial conquistada. “Respeitando o trabalho excecional da direção anterior, esta renovação de mais de metade da nossa estrutura, aliada a uma presença forte em todos os distritos e ilhas, dá-nos a legitimidade e a força necessária para continuar o empenho na valorização que os enfermeiros merecem”, afirmou Carla Cristino.
A nova liderança do SNE pretende governar com base num modelo de descentralização que assegure a audição das especificidades regionais. A estratégia passa por ter dirigentes e delegados sindicais ativos na totalidade das unidades de saúde do país, abrangendo setor público, privado e social. A introdução de novos quadros na estrutura sindical é vista como uma resposta mais ágil aos desafios laborais que a classe enfrenta.
No plano reivindicativo, a direção eleita coloca como prioridade máxima a negociação do primeiro Acordo Coletivo de Trabalho Global aplicável aos enfermeiros, bem como a revisão das grelhas salariais. A tomada de posse está marcada para o próximo dia 26 de fevereiro, data a partir da qual a nova equipa iniciará formalmente o mandato de quatro anos. A presidente eleita garantiu que o sindicato atuará como voz ativa de todos os enfermeiros, sem exceção.
PR/HN/MM



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