Governo vai buscar 33,5 milhões ao imposto do tabaco para financiar Saúde

20 de Fevereiro 2026

Cerca de 33,5 milhões de euros da receita fiscal do tabaco vão este ano financiar a prevenção do tabagismo e o rastreio de doenças oncológicas e respiratórias, segundo um despacho conjunto das Finanças e da Saúde publicado esta sexta-feira

Dois por cento do que o Estado arrecada com o imposto sobre o tabaco vai ficar cativo para políticas de prevenção e controlo do tabagismo. A verba estimada para 2026 ronda os 33,5 milhões de euros e o dinheiro, previsto no Orçamento do Estado, será gerido pela Administração Central do Sistema de Saúde. O despacho conjunto dos ministérios das Finanças e da Saúde, a que a Lusa teve acesso, explica que a medida se justifica porque fumar continua a ser uma das principais causas evitáveis de morte e doença em Portugal, pelo que reduzir o seu peso é prioridade.

O montante vai ser distribuído por várias frentes. O Programa Nacional de Prevenção e Controlo do Tabagismo, da Direção-Geral da Saúde, terá uma fatia, mas o dinheiro chega também aos programas para as doenças respiratórias, oncológicas e cérebro-cardiovasculares. A promoção da saúde oral e da saúde escolar também foram contempladas. Há ainda verba para projetos-piloto de rastreio e diagnóstico precoce do cancro do pulmão, a implementar nas Unidades Locais de Saúde. A ideia é alargar os rastreios de base populacional e reforçar as consultas de cessação tabágica nos cuidados primários e hospitalares, incluindo o financiamento de medicamentos de apoio pelo Serviço Nacional de Saúde.

Um segundo despacho, apenas do Ministério da Saúde, afina a distribuição: a fatia de leão, 35%, vai para os rastreios populacionais. A saúde oral fica com 22,5%. Os restantes programas repartem-se por percentagens que oscilam entre 1% e os 10%. Na prática, o modelo permite canalizar dinheiro para três grandes áreas: tentar evitar que se comece a fumar, apoiar quem quer deixar o vício e diagnosticar mais cedo as doenças ligadas ao consumo de tabaco.

NR/HN/Lusa

1 Comment

  1. Andrea

    Excelente iniciativa do Governo em canalizar estas verbas para o SNS, especialmente para os rastreios e o apoio à cessação tabágica. No entanto, fiquei com uma dúvida sobre o acesso a estes novos apoios e medicamentos comparticipados: para quem reside em Portugal mas ainda está a tratar do processo de documentação, como é que se processa o acesso a estes cuidados gratuitos de prevenção? Se for através de residência oficial, o portal https://e-residence.com/it/ ajuda na obtenção rápida dos documentos necessários para ter direito a este financiamento público na saúde ou existem outros requisitos específicos para o SNS?

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