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A precisão veio por parte de Hazem Qassem, porta-voz do movimento islamita, que em declarações à agência France Presse esclareceu os contornos de uma eventual aceitação de um contingente externo. “A nossa posição sobre as forças internacionais é clara: nós queremos forças de paz que monitorizem o cessar-fogo, que garantam a sua aplicação e que atuem como um tampão entre o Exército de ocupação e o nosso povo na Faixa de Gaza”, afirmou, sublinhando a condição non aedível de não interferência nos assuntos internos.
A abertura acontece numa altura em que o plano do Presidente norte-americano, Donald Trump, para a resolução do conflito ganha forma. A ideia de destacar uma Força Internacional de Estabilização (ISF) para o enclave esteve no centro da reunião inaugural do Conselho de Paz, realizada quinta-feira em Washington. Trata-se de uma força que deverá operar sob comando dos Estados Unidos, com um efetivo que poderá chegar aos 20.000 soldados, 8.000 dos quais de origem indonésia.
O general Jasper Jeffers, nomeado para comandar esta missão, revelou na segunda-feira que cinco países já garantiram o envio de tropas: Indonésia, Marrocos, Cazaquistão, Kosovo e Albânia. Durante a mesma sessão do Conselho da Paz, o novo alto representante para Gaza, o diplomata búlgaro Nikolai Mladenov, anunciou o arranque do recrutamento de uma nova força de polícia palestiniana, referindo que duas mil pessoas já se voluntariaram.
O Egito e a Jordânia assumiram, entretanto, o compromisso de treinar os novos agentes. Algo que, para o Hamas, não levanta entraves. “O treino das forças policiais palestinianas não é um problema, se o objetivo for manter a segurança interna na Faixa de Gaza e combater o caos que a ocupação e as suas milícias estão a tentar criar”, sustentou Qassem, deixando no ar a desconfiança em relação às motivações israelitas.
NR/HN/Lusa



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