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Em declarações à Lusa junto ao Hospital Nossa Senhora da Oliveira, a presidente do SMN, Joana Bordalo e Sá, afirmou que o conselho de administração falhou no planeamento e adotou uma postura intransigente, tentando regularizar o trabalho extraordinário como prática corrente. “Quem sofre são sempre os utentes, que depois acabam nas urgências hospitalares, em vez de serem acompanhados pelas suas equipas nos centros de saúde. Esta greve é, acima de tudo, para proteger os utentes”, sublinhou.
A dirigente sindical reforçou que o trabalho extraordinário não pode colmatar falhas de organização e planeamento. “As consultas do dia-a-dia nos centros de saúde não podem ser feitas à custa da exaustão médica, sem garantias de qualidade ou segurança. Se tivermos cuidados primários fortes, médicos de família a trabalhar bem em equipa, evitam-se idas desnecessárias às urgências”, acrescentou.
O pré-aviso de greve foi entregue a 5 de fevereiro e determina a paralisação total do trabalho suplementar nos cuidados de saúde primários da ULSAA entre 19 de fevereiro e 30 de junho. A paralisação abrange todos os médicos, independentemente do vínculo, grau ou função, recusando qualquer prestação de trabalho extraordinário em qualquer período.
Joana Bordalo e Sá confirmou que o Serviço de Atendimento Prolongado (SAC) de Guimarães se encontra totalmente encerrado devido à greve e que outros serviços funcionam com constrangimentos. A dirigente acusou ainda a administração de tentar coagir os profissionais com ameaças de processos disciplinares e garantiu que o protesto se manterá caso não haja uma mudança de atitude por parte da ULS e da ministra da Saúde, Ana Paula Martins. “Se não resolver, vai ser conivente com tudo isto que está aqui a passar”, concluiu.
A agência Lusa contactou a ULS Alto Ave e aguarda resposta.
NR/HN/Lusa



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