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O aparelho, o segundo na versão mais recente, apelidada de ‘Lima’, integra-se num esforço mais amplo do Estado para dispor de capacidade própria no ataque às chamas, evitando dependências sazonais. A Força Aérea sublinhou que, antes da entrada em serviço efetivo, a aeronave será sujeita a testes nas próximas semanas, até à aceitação final e incorporação na Esquadra 551, unidade recentemente criada e dedicada a esta missão.
Segundo informações divulgadas pela instituição, a versão ‘Lima’ deste Black Hawk apresenta melhorias significativas face aos anteriores. Tem motores e caixa de velocidades novos, o que prolonga a sua vida operacional, e ganha em capacidade de carga suspensa. Os engenheiros realçam ainda um melhor desempenho quando as temperaturas sobem ou em operações a maior altitude, cenários comuns nos incêndios em Portugal. O equipamento inclui radar meteorológico, o que lhe permite voar em condições adversas, e um guincho externo, abrindo portas a missões de busca e salvamento.
A aquisição destes meios remonta a 2018, quando o Governo decidiu passar para a alçada da Força Aérea a gestão dos meios próprios de combate. A encomenda original de seis UH-60 Black Hawk, parcialmente financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), começou a dar frutos em novembro de 2023 com a entrega das duas primeiras unidades. O terceiro chegou em dezembro do ano passado. Um contrato adicional, assinado em setembro de 2024, garantiu mais três unidades, elevando a frota para nove, todas com verbas do PRR.
Na altura desse contrato, a Força Aérea detalhara as capacidades da aeronave: transporte de uma equipa de 12 bombeiros com todo o equipamento, capacidade para largar até 2.950 litros de água de uma só vez e uma autonomia de voo de duas horas e meia. Entretanto, foi já lançado um novo concurso para a compra de quatro helicópteros adicionais, desta feita para evacuações médicas, o que, a concretizar-se, poderá fazer subir para 13 o número de Black Hawks ao serviço.
Há quem diga que o caminho ainda é longo até se alcançar a plena operacionalidade da frota, mas o comandante da Esquadra 551 não esconde a satisfação: ver o chão a tremer com a chegada de mais um helicóptero daqueles, com aquele som inconfundível das pás, dá outra confiança a quem vai para o terreno. Lá fora, nos Estados Unidos, há pilotos da Força Aérea em formação contínua para garantir que, quando o fogo apertar, haja mão firme nos comandos.
NR/HN/Lusa



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