![]()
Há lugares onde o acesso não se negocia por afinidade, conquista-se por mérito. A Porto Business School (PBS) acaba de ganhar um assento numa mesa tradicionalmente reservada a instituições norte-americanas de elite: Nduvho Munenyiwa (na imagem), aluna do Global Online MBA, foi selecionada para integrar a coorte de 2026 da ClimateCAP Fellowship. O programa, nascido na Fuqua School of Business da Duke University, junta um punhado de estudantes de pós-graduação de todo o mundo para pensar — e executar — respostas ao que verdadeiramente importa na transição climática.
O processo seletivo foi competitivo e o resultado traduz-se num número curto: apenas 15 nomes foram escolhidos. Olhando para a lista final, percebe-se a hierarquia silenciosa do ensino da gestão. Estão representadas Wharton, Columbia, Yale — sim, a Ivy League está na sala —, mas também MIT Sloan, Chicago Booth, Berkeley Haas e Imperial College London. A PBS é a única escola portuguesa no grupo, e isso, convenhamos, não é todos os dias que acontece.
A fellowhsip dura um ano. Não se trata apenas de assistir a seminários ou acumular créditos. Há um trabalho de fundo: os participantes passam por formação aplicada, sessões colaborativas com especialistas e são desafiados a conceber um projeto de ação climática com implementação real. Não é teoria, é pressão para entregar resultados.
José Esteves, dean da Porto Business School, sublinha que “é este o talento que a PBS forma: líderes globais, com visão, rigor analítico e capacidade de atuar onde o futuro da economia é decidido”. Pode parecer frase institucional, mas a verdade é que a seleção de Munenyiwa dá peso à afirmação.
A própria aluna descreve a experiência como transformadora. “Interagir com colegas de contextos tão diversos é um lembrete poderoso de que embora as alterações climáticas sejam um desafio global, as suas soluções são enriquecidas por uma multiplicidade de perspetivas culturais e profissionais”, refere Nduvho Munenyiwa. E acrescenta: “Estas interações, aliadas aos contributos de especialistas da indústria, começaram a transformar a minha compreensão da economia moderna. Aguardo com grande expectativa o caminho que se segue, à medida que aplicamos estas aprendizagens.”
Para quem está de fora, pode parecer mais um prémio académico. Mas quem acompanha o setor sabe que a ClimateCAP funciona como um radar de talentos para fundos de investimento, consultoras estratégicas e grandes grupos económicos à procura de gente que perceba de risco climático, finanças sustentáveis ou transformação de cadeias de valor. A PBS entra, assim, num circuito onde se testam soluções e se mede impacto — sem lugar para intenções vagas ou greenwashing.
Há um padrão a formar-se. A sustentabilidade deixou de ser um capítulo de relatório de responsabilidade social para se tornar eixo central de competitividade. E, neste contexto, a seleção de Munenyiwa sinaliza que a próxima vaga de liderança na economia de baixo carbono não virá apenas dos EUA ou do Norte da Europa — pode muito bem passar pelo Porto.
PR/HN/MM



0 Comments