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A comitiva da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS) vai conhecer, na tarde de 24 de fevereiro, o funcionamento do armazém da Cooprofar, em Gondomar. O convite partiu da ADIFA – Associação de Distribuidores Farmacêuticos, e a visita servirá para mostrar às gestoras do SNS a complexidade da operação que coloca centenas de milhões de embalagens de medicamentos nas farmácias de todo o país.
A agenda do encontro, marcado para as 15h, terá como ponto de partida o papel desempenhado pelos distribuidores na cadeia de abastecimento, mas há dois dossiês específicos que devem concentrar as atenções. Um deles é a evolução da dispensa de medicamentos hospitalares em proximidade, o regime que permite aos utentes levantar receitas hospitalares na farmácia de bairro, evitando deslocações.
Os números do projeto-piloto, que arrancou em dezembro de 2024, mostram uma procura ainda gradual, mas o setor garante estar preparado. Cabe aos distribuidores assegurar o transporte até às farmácias, cumprindo exigências apertadas, como a manutenção da cadeia de frio para determinados fármacos ou os sistemas de rastreabilidade exigidos pelas unidades de saúde. É uma logística que, sublinha a ADIFA, já está integrada nas rotinas diárias.
Outro tema que promete debate é o processo de designação das entidades críticas da saúde. O Decreto-Lei n.º 22/2025 veio reconhecer a distribuição farmacêutica como serviço essencial, mas há prazos a cumprir: até julho de 2026, todas as entidades consideradas críticas têm de estar formalmente identificadas. A ideia é garantir que, em situações limite – uma catástrofe natural ou uma nova crise sanitária – o sistema não colapsa por falta de coordenação.
Nuno Flora (na imagem), Presidente Executivo da ADIFA, vê na visita uma oportunidade para mostrar que o setor está disponível para ir além daquilo que já faz. “A dispensa em proximidade é uma medida estruturante para a modernização do acesso dos cidadãos aos medicamentos em Portugal”, afirmou, sublinhando o impacto positivo para quem vive fora dos centros urbanos e para a gestão dos próprios hospitais, que libertam recursos. A conversa com Ana Correia de Oliveira e Ana Rangel deverá ainda passar pela forma como se pode reforçar a parceria entre o SNS e os distribuidores, que representam 94% do mercado e movimentam anualmente 360 milhões de embalagens. Para Flora, a ocasião serve também para lembrar que “os distribuidores farmacêuticos de serviço completo são um pilar muito importante na arquitetura da saúde em Portugal e permanecem disponíveis para reforçar a colaboração com o SNS”.
PR/HN/MM



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