![]()
Attia tornou-se assim uma das raras figuras norte-americanas conhecidas do grande público a sofrer consequências concretas pelo seu envolvimento com aquele criminoso sexual, revelado depois da divulgação de centenas de e-mails que trocou com Epstein, noticiou a imprensa dos EUA.
Antes dele, Larry Summers, ministro das Finanças de Bill Clinton, retirou-se da vida pública, enquanto o multimilionário Thomas Pritzker, presidente do grupo hoteleiro Hyatt, Kathryn Ruemmler, diretora jurídica do Goldman Sachs, ou David Ross, diretor do Whitney Museum of Art, demitiram-se dos respetivos cargos.
Quinquagenário, Peter Attia, seguido por mais de um milhão de assinantes no Youtube, integrava o novo grupo de comentadores, anunciado em janeiro, no quadro da alteração da propriedade da estação, pela nova chefe de redação, Bari Weiss.
“Sabes qual é o mais problema quando alguém se torna amigo de ti?”, perguntava Attia a Epstein, em um daqueles mails, datado de 24 de junho de 2015. “A vida que levas é de tal maneira escandalosa, que eu não posso falar dela a ninguém”, acrescentou.
“Peço desculpa e lamento ter-me posto em posição onde os mails, alguns embaraçantes, de mau gosto e indefensáveis, se tornaram públicos. É minha responsabilidade. Aceito esta realidade e a humilhação que a acompanha”, escreveu no início do mês nas redes sociais.
O nome de Peter Attia aparece em centenas de documentos do caso Epstein na última leva divulgada pelo Ministério da Justiça.
lusa/HN



0 Comments