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Axel, que não é acusado de qualquer crime relacionado com Epstein, anunciou a sua demissão na terça-feira à noite como codiretor do Centro Zuckerman de Neurociência da Universidade de Columbia e investigador do Instituto Médico Howard Hughes, embora tenha afirmado que continuará a trabalhar na área científica.
O cientista declarou que se irá concentrar na investigação no seu laboratório no Centro Zuckerman da Columbia, onde foi professor durante 53 anos e continua “dedicado a esta instituição excecional”.
“A minha associação passada com Jeffrey Epstein foi um grave erro de julgamento, do qual me arrependo profundamente. Peço desculpa por ter comprometido a confiança dos meus amigos, alunos e colegas. Reconheço os problemas que isto causou e trabalharei para restaurar essa confiança”, frisou na sua declaração.
“O que veio à tona sobre a conduta abominável de Epstein, o mal que causou a tantas pessoas, torna a minha associação com ele ainda mais dolorosa e injustificável”, acrescentou.
Os documentos do caso Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça, revelam a amizade entre os dois, as visitas de Axel a casa de Epstein e a intervenção do cientista junto da universidade em nome do criminoso sexual condenado em questões de admissão e filantropia, segundo o jornal The New York Times.
A Universidade de Columbia, por sua vez, afirmou que “não há provas de que Axel tenha violado qualquer política da universidade ou a lei”, mas, à luz da sua relação com Epstein e da divulgação dos ficheiros do caso, “considerou apropriado renunciar ao cargo de codiretor”.
A universidade anunciou ainda que o Instituto Médico Howard Hughes irá fornecer financiamento para que os membros do laboratório de Axel possam “concluir a sua investigação atual” e destacou o impacto do seu trabalho na compreensão do funcionamento do cérebro e no desenvolvimento de terapias.
Jeffrey Epstein foi um multimilionário norte-americano cujo nome se tornou sinónimo de uma vasta rede de tráfico sexual e exploração de menores que envolvia figuras da elite global.
Os crimes pelos quais Epstein foi acusado incluíram tráfico sexual de menores, através de recrutamento e abuso de dezenas de raparigas menores de idade, algumas com apenas 14 anos, nas suas propriedades em Manhattan, Palm Beach, Novo México e na sua ilha privada nas Ilhas Virgens.
lusa/HN



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