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O LCCT é um tipo raro de cancro que se manifesta principalmente na pele e pode ser confundido nas fases iniciais com doenças dermatológicas comuns como eczema ou psoríase. Esta semelhança clínica contribui para atrasos no diagnóstico correto, atrasando o encaminhamento para equipas especializadas e afetando negativamente a qualidade de vida dos doentes.
Dados internacionais indicam que os linfomas cutâneos são doenças raras, com uma incidência estimada entre 5 a 10 casos por milhão de habitantes anualmente. Contudo, não existem estudos concretos que determinem a incidência do LCCT em Portugal, o que dificulta o planeamento em saúde, a organização dos cuidados e a monitorização da realidade nacional. Registos europeus recentes sugerem um aumento da incidência ou, pelo menos, uma maior capacidade diagnóstica destas doenças nas últimas duas décadas. Este cenário evidencia a necessidade urgente de melhorar a literacia sobre os sintomas, acelerar o reconhecimento clínico e reforçar os circuitos de referenciação para centros especializados.
Para além do impacto clínico, o envolvimento cutâneo visível pode causar estigma social, sofrimento psicológico significativo e redução da qualidade de vida dos doentes, muitas vezes antes mesmo do diagnóstico definitivo ser estabelecido. A APCL sublinha que é fundamental reforçar a literacia sobre sinais de alerta quando as lesões cutâneas persistem e não respondem a tratamentos convencionais, promover o diagnóstico precoce, melhorar a recolha e sistematização dos dados epidemiológicos nacionais e fortalecer os circuitos de referenciação para centros com experiência em doenças raras onco-hematológicas.
O Linfoma Cutâneo de Células T engloba um grupo raro de linfomas não-Hodgkin que se manifestam primariamente na pele, sendo as formas mais comuns a Micose Fungoide e a Síndrome de Sézary. O diagnóstico é complexo e requer frequentemente uma avaliação multidisciplinar.
A APCL, organização sem fins lucrativos, dedica-se a apoiar doentes com leucemia, linfoma e outras doenças hematológicas malignas, promovendo informação, apoio e investigação nesta área. No Dia Mundial das Doenças Raras, a associação apela para que as doenças raras sejam encaradas como um verdadeiro desafio de saúde pública, alertando que sem dados consistentes, diagnóstico atempado e circuitos claros de referenciação, o impacto destas patologias permanece invisível, mas é profundamente sentido pelos doentes e pelo sistema de saúde.
Esta iniciativa conta com o apoio institucional da Kyowa Kirin, no âmbito do compromisso com a sensibilização para as doenças raras e a melhoria do conhecimento sobre estas patologias
NR/PR/HN



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