O “visto” para exportar: Especialistas reúnem-se em Lisboa para desvendar regras do jogo

27 de Fevereiro 2026

A 19 de março, entre as 10h00 e as 13h00, a Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, na sala D. Carlos e D. Manuel II, acolhe uma iniciativa da ELS Group em parceria com a Control Union. O encontro, intitulado "Do Desenvolvimento à Certificação: O Passaporte para a Internacionalização (Pharma | Manufacturing)", promete uma abordagem prática sobre os requisitos que abrem portas nos mercados externos

Não se trata apenas de cumprir normas. Quem leva um produto farmacêutico ou industrial para fora tem de perceber que a certificação é quase um visto de entrada, e às vezes pode ser negado. O seminário quer evitar isso mesmo: os sustos de última hora, as não-conformidades que atrasam negócios. A ideia é juntar numa manhã, na CCIP, gente que percebe do terreno — dos regulamentos, das boas práticas de fabrico, desses pormenores todos que fazem a diferença quando se tenta consolidar uma posição lá fora.

A ELS Group, que promove o evento, tem trabalhado com empresas em diferentes fases de maturidade, desde as que estão a dar os primeiros passos na exportação até às que já navegam em águas regulatórias complexas. Ao lado da Control Union, conhecida pelos serviços de inspeção e certificação, a ideia é mesmo desmistificar este percurso. Não vai ser uma daquelas conferências de teorias abstratas; promete-se uma visão integrada, que começa no desenvolvimento do produto e só termina quando ele está certificado para circular noutros países.

Os especialistas convidados vão abordar os tais fatores críticos, aqueles que, se falham, deitam tudo a perder. Fala-se muito de requisitos técnicos, mas também de estratégia: para que mercado se deve olhar primeiro? Que certificações são prioritárias? E como é que uma pequena ou média indústria consegue gerir isto sem entretanto parar a produção?

A participação é gratuita, mas quem quiser assistir tem de fazer a inscrição prévia. Os lugares, avisam os organizadores, são limitados. Quem conhece a dinâmica destes eventos sabe que costuma encher, e que o melhor é garantir lugar com antecedência através do formulário disponibilizado online. Até porque, no final, o que fica destas conversas são contactos e pistas para resolver problemas concretos — e isso, no meio industrial, não tem preço.

PR/HN/MM

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