Sem heliporto no Pedro Hispano, PCP questiona Governo sobre prazos

27 de Fevereiro 2026

O PCP quer saber do Ministério da Saúde quando será reposto o funcionamento do heliporto do Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos, encerrado por razões de segurança após parecer da Autoridade Nacional da Aviação Civil que identificou obstáculos nos canais de aproximação

O grupo parlamentar comunista dirigiu-se à ministra da Saúde, Ana Paula Martins, com um conjunto de perguntas sobre o heliporto daquela unidade hospitalar, que serve a Área Metropolitana do Porto. Alfredo Maia, deputado do PCP, questiona se o Governo tem conhecimento da situação e que medidas estão previstas para resolver o problema, além de interpelar sobre os prazos para a reposição das condições de operacionalidade da infraestrutura.

O heliporto foi suspenso na sequência de vistorias técnicas que juntaram responsáveis da Unidade Local de Saúde de Matosinhos e técnicos da Autoridade Nacional da Aviação Civil. As inspeções levaram à conclusão de que a localização atual da estrutura já não oferece garantias de segurança, sobretudo devido à existência de obstáculos nos canais usados para descolagens, levantamentos e aterragens. Num documento interno da ULSM, assinado pela diretora do serviço de gestão de risco, explica-se que as regras atuais da aviação civil tornam problemática a manutenção da operação no local. “Não há possibilidade de se alterar o sentido ou orientação dos canais de aproximação”, lê-se no relatório, que sugere a construção de um heliporto elevado, com cerca de dez metros de altura, como solução ideal para substituir o atual, que é de superfície.

Contactado pela Lusa, o Instituto Nacional de Emergência Médica garantiu que, assim que foi informado do encerramento, acionou mecanismos alternativos para assegurar a continuidade do transporte de doentes. O INEM esclareceu que a suspensão do heliporto do Pedro Hispano é temporária e resultou de uma determinação da ANAC. A ULSM registou cerca de 90 voos naquele heliporto durante o ano de 2025, a maioria dos quais com destino a hospitais da Área Metropolitana do Porto. A situação levanta agora preocupações sobre a capacidade de resposta em emergências que exijam transporte aéreo para aquela zona do país.

NR/HN/Lusa

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