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De acordo com o boletim diário da doença, com dados de 03 de setembro a 25 de fevereiro, do total de 6.413 casos contabilizados neste período, 2.808 foram registados na província de Nampula, com um acumulado de 35 mortos, e 2.362 em Tete, com 28 óbitos, além de 976 em Cabo Delgado, que totaliza oito mortos.
Em menor dimensão, o acumulado indica 105 casos e um morto na província da Zambézia, 93 casos e dois mortos em Manica, 67 casos e um morto em Sofala, e um caso na cidade de Maputo. Há ainda um caso na província de Gaza e nenhum registo em Niassa, Inhambane e Maputo província.
Só nas 24 horas anteriores ao fecho deste boletim (26 de fevereiro), foram confirmados 117 novos casos, com a taxa de letalidade geral nacional a situar‑se em 1,2%. No mesmo período, foram contabilizadas 110 altas, enquanto 128 pessoas estão atualmente internadas e foi declarado um novo surto no distrito de Vanduzi, província de Manica.
O boletim confirma ainda três óbitos comunitários, dois deles ocorridos em Nacala-Porto e um em Monapo, na província de Nampula.
No surto anterior, entre 17 de outubro de 2024 e 20 de julho de 2025, tinham sido registados 4.420 infetados, dos quais 3.590 em Nampula, e um total de 64 mortos, pelo que o atual já supera o número de doentes e de óbitos em cerca de metade do tempo do anterior.
As autoridades sanitárias moçambicanas assumiram em 19 de fevereiro que o país enfrenta uma epidemia de cólera, com a doença então já presente em 22 distritos, avançando com uma campanha de vacinação de 3,5 milhões de pessoas.
“O país tem uma epidemia, claramente, porque temos vários surtos em vários locais. A definição de epidemia é quando temos vários surtos juntos, então sim, temos”, disse o diretor nacional de Saúde Pública, Quinhas Fernandes, numa conferência de imprensa em Maputo.
O responsável explicou que está em curso uma campanha de vacinação contra a cólera na cidade de Tete e em Moatize, na província de Tete, e nos distritos de Eráti e Nacala Porto, em Nampula.
“Em Tete estamos a vacinar dois distritos e em Nampula outros dois. Inicialmente recebemos 2,5 milhões de doses, que estão a ser alocadas às duas províncias, e dentro de uma semana e meia vamos receber 750 mil doses adicionais. No total, serão 3,5 milhões de doses para vacinar estes quatro distritos”, afirmou.
O Governo de Moçambique pretende eliminar a cólera como problema de saúde pública até 2030, segundo um plano aprovado em 16 de setembro pelo Conselho de Ministros e avaliado em 31 mil milhões de meticais (418,5 milhões de euros).
O objetivo é “ter um Moçambique livre da cólera como problema de saúde pública até 2030, onde as comunidades têm acesso a água segura, saneamento e cuidados de saúde de qualidade, alcançados através de ações multissetoriais, coordenadas e informadas por evidências científicas”, declarou então Inocêncio Impissa.
lusa/HN



É devastador ver como o número de casos de cólera em Moçambique continua a aumentar tão rapidamente, superando os registos anteriores em apenas metade do tempo. Como o Governo mencionou um plano de investimento multissetorial até 2030 para erradicar a doença, gostaria de saber se existe abertura para a colaboração de profissionais ou consultores internacionais no terreno. Para quem pretende apoiar ou investir em projetos locais de saneamento, qual seria o primeiro passo legal para obter a documentação necessária, como o NIF? Encontrei este recurso https://e-residence.com/fr/ que parece facilitar processos burocráticos, mas alguém sabe se os serviços deles são recomendados especificamente para quem precisa de agilizar a entrada em Moçambique ou Portugal para fins de apoio humanitário?