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A proximidade do Dia do Pulso, que se celebra mundialmente a 1 de março, traz consigo uma mensagem que os cardiologistas não se cansam de repetir: a importância de conhecer o próprio corpo. Desta vez, o foco está no coração, mais concretamente no seu ritmo. A Sociedade Portuguesa de Cardiologia (SPC) lembra que uma em cada três pessoas no planeta corre o risco de vir a desenvolver uma arritmia cardíaca significativa ao longo da vida. Muitas vezes silenciosa, esta condição pode, no entanto, ser sinalizada por algo tão acessível quanto a ponta dos dedos.
A iniciativa global, liderada pela European Heart Rhythm Association (EHRA) e que em Portugal conta com o envolvimento da Associação Portuguesa de Arritmologia, Pacing e Electrofisiologia (APAPE), quer transformar um gesto banal num hábito de prevenção. A ideia é que os cidadãos incorporem a medição do pulso na sua rotina, não como um ato clínico, mas como uma forma de escuta ativa do corpo. Um batimento irregular, uma aceleração ou uma lentidão persistentes podem ser os primeiros indícios de algo que precisa de atenção médica.
Cristina Gavina, presidente da SPC, sublinha a capacidade que cada pessoa tem de se tornar agente da sua própria saúde. “Controlar o pulso é uma ferramenta poderosa, gratuita e ao alcance de todos. Demora menos de um minuto e pode ser o primeiro passo para identificar algo potencialmente grave”, afirma a cardiologista. “Queremos que as pessoas ouçam o que o seu coração lhes diz. Se notarem um pulso irregular, demasiado acelerado ou muito lento, é um sinal de alerta para procurar aconselhamento médico sem demora.”
A técnica recomendada é simples e não exige equipamentos. Basta colocar os dedos indicador e médio na parte interna do pulso, junto à base do polegar, e pressionar suavemente até sentir a pulsação. A contagem dos batimentos durante 15 segundos, multiplicada por quatro, revela o valor por minuto. Um adulto em repouso deve situar-se entre as 60 e as 100 batidas por minuto, mas os especialistas alertam que tão importante quanto o número é a regularidade. Conhecer o próprio padrão é fundamental para detetar uma eventual anomalia.
Durante o mês de março, a SPC vai promover ações de rastreio abertas à população em vários pontos do país, com profissionais de saúde disponíveis para ensinar e esclarecer dúvidas sobre este gesto. Mais informações podem ser encontradas no site da campanha, em https://sintaopulso.pt/. A página oficial da iniciativa global, www.escardio.org/pulse-day, disponibiliza ainda recursos sobre as arritmias e a importância da sua prevenção.
PR/HN/MM



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