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Foi durante a reunião do órgão deliberativo municipal que o sucessor de Fernando Ruas na liderança da autarquia viseense revelou os contornos do processo que envolve as unidades de saúde em freguesias rurais do concelho. “Queremos rapidamente lançar os concursos para tentar salvar o financiamento do PRR”, afirmou João Azevedo, visivelmente empenhado em não deixar escapar a verba comunitária.
O autarca recordou que, mal tomou posse, pressionou o projetista para que entregasse os trabalhos dentro dos prazos. A estratégia resultou: a documentação chegou a 16 de dezembro e, entretanto, obtiveram-se todos os pareceres necessários. Agora, a autarquia prepara-se para avançar com os procedimentos concursais nos próximos dias, com valores que variam entre os 181 mil euros para Bodiosa e os 298 mil para Silgueiros. Torredeita representa 240 mil, Lordosa 261 mil e Cepões 201 mil.
O mesmo projetista ficou encarregue do projeto de requalificação do Centro de Saúde III, em Jugueiros, orçado em 3,7 milhões de euros, onde atualmente funcionam as Unidades de Saúde Familiar Viriato, Grão Vasco e Cidade Jardim. Ainda assim, João Azevedo admite que se está “a avaliar a questão da dotação orçamental” para esta intervenção.
O presidente da câmara não deixou de abordar o dossiê mais complexo que herdou da anterior administração: a construção de raiz das novas USF na Avenida da Europa. O projeto, que visava instalar as unidades Infante Dom Henrique, Lusitana, Alves Martins e Viseu Cidade – presentemente a funcionarem no edifício da Segurança Social –, enfrenta agora sérias dificuldades financeiras. João Azevedo revela que, somando todas as intervenções (extensões, Centro de Saúde III e nova construção na Avenida da Europa), o investimento ascenderia a 24,3 milhões de euros, mas o fundo aprovado é de apenas 9,2 milhões. “Uma diferença de 15 milhões de euros”, salientou.
Para o autarca, o problema agrava-se porque, apesar de ter sido lançado um concurso de conceção/construção para aquelas USF, não existe projeto. “Demorava dois anos a fazer, não vale a pena estar a dourar a pílula”, criticou, recordando que a delegação de competências na área da saúde remonta a março de 2024. Neste cenário, João Azevedo adiantou que procura, em conjunto com o Governo, uma alternativa viável para a instalação daquelas unidades de saúde familiar.
NR/HN/Lusa



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