Júri dos Top Health Awards admite: “Foi complicado escolher só 14 finalistas”

1 de Março 2026

Os 14 projetos finalistas dos Top Health Awards enfrentaram, esta semana,o desafio de convencer o júri em apresentações de cinco minutos. Apenas quatro serão premiados a 25 de março, na Câmara do Comércio, em Lisboa, numa edição que conta, pela primeira vez, com a Axians Portugal como parceira

As instalações da Axians Portugal, em Lisboa, receberam, esta manhã, as equipas dos 14 projetos finalistas da terceira edição dos Top Health Awards. Em formato de pitch, cada grupo dispôs de cinco minutos para apresentar o seu trabalho, seguindo-se outro tanto para um conjunto de perguntas por parte do júri. A avaliar estava, sobretudo, a capacidade de medir o impacto real em saúde — um dos critérios que mais pesa na decisão final. A cerimónia de entrega dos prémios está marcada para 25 de março, na Câmara do Comércio, em Lisboa, onde serão conhecidos os vencedores de cada uma das quatro categorias: Literacia em saúde, Integração de Cuidados de saúde, Tecnologia e dados ao serviço da saúde, Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). Poderá ainda haver menções honrosas, a depender do entendimento do júri, e serão também revelados o Top Revelação e a Personalidade Top.

A definição dos finalistas não foi tarefa fácil. Paula Costa, cofundadora dos Top Health Awards, assumiu que o objetivo inicial passava por eleger três finalistas por categoria, totalizando 12. Mas a qualidade do que chegou a concurso obrigou a uma solução diferente. “O nível médio das candidaturas foi muito elevado e houve projetos com impacto e qualidade muito semelhantes, o que deixou o júri com um trabalho particularmente exigente na diferenciação e priorização”, explicou. A solução encontrada passou por incluir, em duas das categorias, um quarto finalista.

Esta é a primeira vez que a Axians Portugal se associa aos prémios. Paulo Batista, responsável pela área social e de saúde na empresa, classificou a participação como “uma aposta estratégica” num setor onde, disse, “continua a ser necessário inovar e fazer cada vez melhor”. Para si, a quantidade e a qualidade das candidaturas demonstram que “a saúde está viva, cheia de pessoas dinâmicas e motivadas”. Uma ideia que Paula Costa fez questão de reforçar, lembrando que os finalistas “mostram o melhor que se faz em Portugal” e evidenciam uma maturidade crescente na forma como as instituições encaram a inovação, com soluções que procuram, acima de tudo, garantir um impacto real e transformar a vida dos utentes.

Cristina Campos, também cofundadora da iniciativa, assistiu às apresentações e admitiu que a sessão “confirmou a qualidade dos projetos e, em alguns casos, tornou a decisão ainda mais difícil”. No seu entender, o formato presencial permite avaliar coisas que num formulário nem sempre transparecem, como a visão de quem lidera, a capacidade de levar o projeto mais longe e o potencial de escala. Mas deixou também uma nota, a partir do que observou: “ficou também evidente que muitos destes talentos beneficiariam de maior capacitação em competências como gestão e comunicação estratégica, fundamentais para crescer e ampliar impacto”.

PR/HN/MM

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