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Apesar de na maioria dos casos o sistema imunitário conseguir eliminar o vírus espontaneamente, a infeção pode permanecer latente durante anos e manifestar-se mais tarde, podendo provocar consequências graves, como lesões pré-cancerígenas e cancro do colo do útero. Os genótipos 16 e 18 são responsáveis por aproximadamente 70% dos casos mais graves da doença.
O HPV é transmitido por via oral, vaginal ou anal, e o uso de preservativo, embora importante, não garante proteção total. Por isso, a vacinação, que deve ser aplicada a ambos os sexos, e a realização de rastreios regulares são as melhores estratégias para prevenir a doença. A deteção precoce é fundamental para identificar alterações suspeitas e determinar o genótipo do vírus envolvido, permitindo intervenções atempadas que protejam a saúde da mulher e a saúde reprodutiva.
Embora o HPV não cause infertilidade diretamente, pode afetar a fertilidade em casos específicos, nomeadamente quando existe infeção concomitante, como a clamídia, ou sequelas de tratamentos cirúrgicos no colo do útero. A infeção pode ser assintomática e só detetada em exames de rastreio, reforçando a importância da vigilância médica regular. Os tratamentos de fertilidade podem ser mais complexos em situações com sequelas anatómicas ou inflamação associadas a infeções sexualmente transmissíveis.
A vacinação contra o HPV é recomendada mesmo em idade adulta, pois protege contra estirpes que a pessoa ainda não tenha contraído, reduzindo recidivas e riscos futuros. Os homens também devem ser rastreados em contexto de infertilidade, uma vez que 31% dos homens sexualmente ativos estão infetados com HPV, dos quais 21% têm tipos de alto risco. No sexo masculino, o vírus pode diminuir a mobilidade espermática, afetar a qualidade do sémen e aumentar a fragmentação do DNA, impactando diretamente a probabilidade de gravidez.
Quando a infeção é transitória, não provoca lesões e é acompanhada adequadamente, o HPV pode não interferir no projeto reprodutivo, permitindo engravidar e levar a gravidez a termo sem complicações. O acesso a rastreios regulares e acompanhamento médico é essencial para garantir a deteção precoce e evitar consequências que possam comprometer a saúde feminina e reprodutiva.
O Instituto Valenciano de Infertilidade (IVI), fundado em Espanha em 1990 e líder mundial em medicina reprodutiva, destaca-se pela aplicação das mais recentes tecnologias na área da reprodução assistida, tendo contribuído para o nascimento de mais de 250.000 crianças. Em Portugal, o IVI mantém clínicas e centros de investigação dedicados ao apoio às pessoas com desafios na fertilidade.
NR/PR/HN



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