Mortes por malária em Sofala disparam de 12 para 42 em um ano

2 de Março 2026

Quarenta e duas pessoas morreram vítimas de malária na província de Sofala em 2025, quatro vezes mais que no ano anterior, quando se registaram 12 óbitos, de acordo com números divulgados hoje pelo governo provincial, que contabilizou mais de 1,1 milhões de infetados

Os dados foram apresentados pelo governador de Sofala, Lourenço Bulha, durante a abertura do terceiro Fórum Provincial da Malária, na cidade da Beira, ocasião em que reconheceu o agravamento da situação epidemiológica na região. O aumento de casos foi expressivo: 1.144.843 pessoas contraíram a doença em 2025, face a 861.615 em 2024, o que coloca Sofala entre as quatro províncias moçambicanas com pior evolução da incidência.

“Infelizmente, a província de Sofala é uma das quatro que teve o aumento na incidência de casos de malária em 2025, com o registo de 1.144.843 casos de malária, contra 861.615 casos em 2024”, declarou o governante, citando estatísticas oficiais.

Das 42 mortes confirmadas, 15 ocorreram em crianças com menos de cinco anos, a faixa etária mais suscetível a complicações da doença. O governador sublinhou as consequências sociais e económicas, referindo que as famílias enfrentam despesas com tratamentos e absentismo laboral e escolar. “A malária tem muitas consequências para a nossa sociedade, ao nível individual, as pessoas e respetivas famílias deparam-se com custos relacionados com a procura de tratamento, com as ausências ao trabalho e à escola”, afirmou.

Os distritos de Muanza, Chibabava e Gorongosa registaram as taxas de incidência mais elevadas, com 858, 821 e 754 casos por mil habitantes, respetivamente. Os números são descritos pelas autoridades como alarmantes.

Em resposta, o governo provincial anunciou uma campanha de distribuição gratuita de redes mosquiteiras entre 10 e 14 de abril, abrangendo todos os distritos exceptuando a cidade da Beira. A meta é entregar 1.626.650 unidades. Lourenço Bulha alertou, contudo, que a iniciativa só será eficaz com adesão comunitária. “As redes mosquiteiras que serão distribuídas em toda a província, não irão acabar com a malária, se não forem utilizadas corretamente e implementarmos outras medidas complementares simples, sem custos elevados, todos os dias”, frisou, apelando à eliminação de focos de água parada e ao uso adequado das redes.

NR/HN/Lusa

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