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A atividade desenvolvida pela Equipa de Colheita de Órgãos e Tecidos do Serviço de Medicina Intensiva volta a evidenciar o compromisso da instituição em salvar vidas e oferecer esperança aos mais de dois mil doentes que aguardam por um transplante em Portugal, reforçando o seu papel determinante neste domínio a nível nacional.
Ao longo de 2025 foram identificados seis dadores em morte cerebral, dos quais resultou a colheita de 16 órgãos vitais: dois pulmões, dois corações, seis fígados e seis rins. Os números representam um aumento face a 2024, ano em que tinham sido colhidos 14 órgãos — oito fígados e seis rins — provenientes de nove dadores.
A ULS Médio Tejo, que serve uma população de cerca de 170 mil utentes, alcançou assim uma taxa de 35,3 dadores por milhão de habitantes e 94,1 órgãos colhidos por milhão de habitantes, com uma média de 2,7 órgãos por dador. Estes indicadores reforçam a consistência da atividade desenvolvida e posicionam a instituição entre as unidades com desempenho relevante nesta área.
Em 2025, a idade média dos dadores foi de 48 anos, inferior ao habitual, com idades compreendidas entre os 33 e os 85 anos. Quatro dos dadores eram do sexo masculino e dois do sexo feminino. As causas associadas à morte cerebral apresentaram um padrão distinto do habitual, registando-se três casos de paragem cardiorrespiratória, dois de acidente vascular cerebral hemorrágico e um de trauma cranioencefálico.
A coordenadora hospitalar da doação de órgãos da ULS Médio Tejo, Lucília Pessoa, destaca que a doação de órgãos entre seres humanos é um dos gestos mais altruístas que existe e sublinha que cada processo representa um momento de enorme exigência clínica e humana. Em 2025, acrescenta, o aumento do número de órgãos colhidos traduziu-se em mais oportunidades de vida para doentes em lista de espera, num trabalho que só é possível graças ao empenho articulado de uma equipa multidisciplinar dedicada e à generosidade dos utentes e das suas famílias.
Também o presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos, considera que o aumento do número de órgãos para transplantação em 2025 confirma a consistência do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos anos. Recorda que este percurso, iniciado há mais de década e meia, demonstra que, mesmo fora dos grandes centros nacionais, é possível alcançar resultados de excelência quando existe organização, competência técnica e um compromisso claro com a vida.
A ULS Médio Tejo disponibiliza ainda um episódio dedicado à doação de órgãos no podcast “Haja Saúde”, onde é abordado o processo de transplantação e o enquadramento clínico e organizacional desta atividade, estando a entrevista com Lucília Pessoa acessível nas principais plataformas digitais.
lusa/HN



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